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Verônica Costa é presa no Rio de Janeiro para cumprir pena por tortura contra ex-marido

A ex-vereadora do Rio de Janeiro Verônica Costa (PL), amplamente conhecida no cenário musical como Mãe Loira do Funk, foi presa na noite de quinta-feira (24/9) por agentes da Polícia Civil. Ela foi conduzida para a Divisão de Capturas (Polinter), instalada na Cidade da Polícia, para iniciar o cumprimento de uma sentença de 10 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.

Localização e prisões de familiares

As autoridades tentaram encontrar a ex-parlamentar inicialmente na quarta-feira (23), em sua residência localizada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense. Como ela não estava no local, as buscas prosseguiram até que Verônica foi encontrada no dia seguinte na região de Araras, no Vale das Videiras, em Petrópolis, na Região Serrana.

A operação policial também resultou no cumprimento de mandados contra outros réus envolvidos na mesma ação judicial:

  • Bruno Chaves Ribeiro: irmão da ex-vereadora, condenado a 10 anos e 8 meses;
  • Tatiane Chaves Ribeiro Marques: irmã de Verônica, condenada a 10 anos;
  • Bruno Marcelo Bahia Marques: cunhado de Verônica, condenado a 10 anos.

O padrasto de Verônica, Sebastião de Oliveira Evangelista, também recebeu pena de 10 anos de prisão no mesmo processo.

Entenda o caso ocorrido em 2011

A condenação é decorrente de fatos ocorridos em fevereiro de 2011. Na ocasião, o então marido da ex-vereadora, Márcio Costa, procurou a polícia denunciando ter sido mantido sob tortura por aproximadamente 20 horas dentro da própria casa. Segundo o relato da vítima, ele foi imobilizado e amordaçado em uma cama, teve inseticida borrifado em seu rosto e combustível despejado pelo corpo sob ameaças constantes de ser incendiado.

Durante todo o processo, Verônica negou as acusações. Em seu depoimento prestado à polícia em 2011, sustentou que Márcio havia chegado ao imóvel alterado, ferido e aos gritos, além de acusá-lo de furtar quantias em dinheiro, filmadoras, câmeras e computadores da família.

Trajetória judicial do processo

A primeira sentença do caso foi emitida em 2019, estipulando uma condenação de 5 anos e 10 meses. Contudo, após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) elevou a sanção para 10 anos e 8 meses em 2023, determinando o regime fechado e a perda definitiva do mandato parlamentar.

A defesa recorreu às instâncias superiores alegando inconsistências probatórias, mas a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou os pedidos em 2024, mantendo integralmente o acórdão estadual.

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