Investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo apontam fortes indícios de que verbas públicas direcionadas a projetos de inclusão digital foram utilizadas de maneira irregular para custear o longa-metragem Dark Horse, obra audiovisual centrada na figura do ex-presidente Jair Bolsonaro.
H2 Suposto esquema de lavagem de dinheiro e confusão patrimonial
Os autos do inquérito tiveram o sigilo removido por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Os registros detalham que os investigadores identificaram um cenário de mistura entre contas particulares e públicas, com suspeitas de que empresas subcontratadas serviram como fachada para ocultar a origem dos valores.
H3 O papel do programa WiFi Livre SP no caso
De acordo com as autoridades policiais, o dinheiro que deveria custear a expansão da internet gratuita na capital paulista teria sido desviado por meio de organizações sociais e repassado para a Go Up Entertainment, produtora pertencente a Karina da Gama, um dos principais alvos das apurações atuais.
H2 Operação Make Up mira contratos milionários e emendas parlamentares
A revelação dos documentos ocorre na esteira da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal para cumprir dezenas de mandados de busca e apreensão. A ofensiva policial também alcançou o deputado federal Mario Frias, investigado sob a suspeita de ter direcionado emendas parlamentares para entidades ligadas aos gestores da produção cinematográfica.
H3 Contratos sob suspeita na administração municipal
O acordo inicial entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil girava em torno de 108 milhões de reais, mas o montante saltou para mais de 157 milhões após sucessivos aditivos para a gestão de milhares de pontos de conexão em áreas vulneráveis.
As autoridades agora aprofundam a análise sobre a atuação de agentes públicos e privados na suposta rede ilícita, que operava com repasses a companhias terceirizadas sem a devida comprovação dos serviços prestados à população.
