A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um recurso para contestar, até esta quarta-feira (9/9), a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Reunião de emergência no Palácio da Alvorada Para traçar a estratégia jurídica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no Palácio da Alvorada com o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, e com o titular da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Além da medida judicial, a gestão federal planeja emitir um pronunciamento oficial sobre o imbróglio institucional.
Argumentos centrais da Advocacia-Geral da União Nos bastidores, representantes governamentais sustentam que o magistrado da Suprema Corte ultrapassou os limites constitucionais ao determinar a remoção do chefe policial de forma individual. A tese central do órgão jurídico é de que o ato representou uma invasão da prerrogativa exclusiva reservada ao chefe do Executivo federal.
Julgamento na Segunda Turma e substituição temporária A determinação de Mendonça também atingiu Leandro Almada, então responsável pela Inteligência Policial da instituição, impondo um afastamento cautelar de 90 dias após o magistrado relatar ter sofrido vigilância indevida por mais de um mês. O colegiado da Segunda Turma registrou votos favoráveis de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, mas a análise foi interrompida por pedido de vista de Gilmar Mendes. Enquanto a cúpula passa por mudanças, o delegado William Marcel Murad assume o comando interino da corporação.
