O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte otimismo nesta terça-feira (8/9), impulsionado por novas pesquisas eleitorais. O dólar à vista fechou em baixa de 0,86%, cotado a R$ 5,08, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,20% e encerrou aos 187,3 mil pontos.
O impacto das pesquisas eleitorais nos ativos
O principal motor desse movimento positivo foi a divulgação de levantamentos recentes sobre a corrida presidencial. Os investidores repercutiram um estudo da Quaest que apontou empate numérico no segundo turno, com ambos os candidatos marcando 41% das intenções de voto.
Logo em seguida, uma simulação do BTG/Nexus colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrando 46% contra 45%. Para o mercado financeiro, mais do que os números apertados, o que chamou atenção foi a trajetória de queda do atual mandatário combinada com a ascensão do parlamentar do PL, visto com simpatia pelos agentes econômicos devido à expectativa de uma política fiscal mais conservadora.
Descolamento do cenário internacional
Esse otimismo interno fez com que a economia brasileira ignorasse o pessimismo externo. Enquanto as bolsas de Nova York operavam no vermelho — com quedas no S&P 500, Dow Jones e Nasdaq —, a B3 se manteve em forte alta.
O avanço das ações de maior peso no índice brasileiro, como a Petrobras e a Vale, também sustentou o resultado positivo. No exterior, os ativos de risco sofreram pressão devido à alta do petróleo, impulsionada pelo recrudescimento dos conflitos no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Irã.
Indicadores econômicos e renda fixa
No âmbito macroeconômico, o mercado avaliou dados do Relatório Focus do Banco Central, que apontou leve recuo na projeção da inflação para 2026, de 5,01% para 5,00%, além de um ajuste marginal na expectativa de crescimento do PIB. Na renda fixa, os juros futuros experimentaram quedas expressivas nos vértices intermediários e longos da curva, refletindo o alívio na percepção de risco.
O cenário político permanece no centro das atenções dos investidores, que continuam monitorando de perto os próximos desdobramentos da disputa presidencial e seus reflexos diretos sobre os rumos da economia nacional.
