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Zanin pede punição de Deltan após vazamento de sigilo fiscal

Zanin pede punição de Deltan após vazamento de sigilo fiscal Ministro do STF Cristiano Zanin aciona o TRE-PR e exige responsabilização criminal de Deltan Dallagnol por expor dados fiscais sigilosos. O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin acionou formalmente o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para exigir o fim da exposição de seus dados fiscais e bancários. No documento, o magistrado também pede a apuração de responsabilidades, inclusive na esfera criminal, contra os envolvidos no vazamento.

Origem dos dados e repercussão no TRE-PR

A exposição das informações ocorreu após o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) anexar documentos sigilosos ao seu pedido de registro de candidatura. Entre os arquivos públicos divulgados estavam dados financeiros e fiscais de Zanin, de sua esposa, do seu sogro, de uma cunhada e do escritório de advocacia do qual ele era sócio antes de integrar a Suprema Corte. Somente após a repercussão pública do caso, a relatora Vanessa Jamus Marchi determinou que os anexos fossem classificados sob segredo de justiça com urgência, embora a ordem não tenha sido cumprida de imediato pelo tribunal.

Contexto das investigações da Lava Jato

Os papéis em questão haviam sido obtidos pela extinta operação Lava Jato durante o período em que Zanin atuava como advogado do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida inicial havia sido autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, mas acabou anulada posteriormente pela Segunda Turma do STF. Em resposta aos procedimentos, Zanin apresentou representações contra Deltan e outros procuradores no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), anexando relatórios da Receita Federal que acabaram incorporados aos autos dos processos.

Defesa de Deltan Dallagnol

Para se defender de um pedido de impugnação eleitoral protocolado por aliados do PT paranaense, a defesa de Deltan juntou a íntegra dos procedimentos do CNMP. Segundo os advogados, a divulgação completa dos documentos teve como objetivo garantir transparência e demonstrar a elegibilidade do candidato para o pleito de 2026. Em nota oficial, a equipe jurídica do ex-procurador sustentou que a intenção jamais foi expor a vida privada do atual ministro, mas sim assegurar o pleno exercício dos direitos políticos e comprovar que as reclamações anteriores contra ele eram insubsistentes. A defesa não respondeu aos questionamentos sobre o motivo de não terem solicitado o sigilosidade prévia dos arquivos.

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