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Sintomas do Alzheimer: conheça sinais iniciais e tratamento

Embora a doença de Alzheimer ainda não tenha cura, o diagnóstico precoce é fundamental para controlar os sintomas, desacelerar a progressão do quadro e garantir maior qualidade de vida aos pacientes. A campanha do Setembro Lilás busca conscientizar a população sobre a importância de investigar alterações cognitivas e prevenir diferentes tipos de demência.

Primeiros sinais da condição

O sintoma inicial mais frequente do Alzheimer envolve falhas na memória recente. Conforme a patologia avança, outras áreas cognitivas também são comprometidas, afetando a linguagem, o comportamento, a capacidade de planejamento e a tomada de decisões, conforme aponta a neuropsicóloga Laiss Bertola, segunda vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Quando os episódios de esquecimento tornam-se intensos e recorrentes em um curto período, é fundamental acender o alerta para uma possível alteração patológica, recomendam os especialistas.

Diferença entre envelhecimento e demência

Vale destacar que nem todo problema de memória está associado ao Alzheimer. Deficiências vitamínicas, quadros de depressão, distúrbios do sono e descompensações clínicas também impactam o cérebro, mas tratam-se de condições reversíveis.

Além disso, o próprio envelhecimento natural provoca mudanças biológicas na estrutura, química e conexões do sistema nervoso central, explica o geriatra e psiquiatra Ivan Aprahamian. A investigação médica torna-se indispensável justamente quando a queda cognitiva é exagerada ou gera dependência em atividades cotidianas.

Vantagens do diagnóstico antecipado

Identificar o problema no início permite que o paciente e sua rede de apoio organizem os cuidados futuros e participem ativamente das decisões. Descobrir a doença não significa parar a vida; pelo contrário, manter uma rotina com estímulos cognitivos, conexões sociais e atividades ativas ajuda a retardar o avanço do quadro.

Intervenções não farmacológicas são altamente eficazes para preservar a independência, a autonomia e o bem-estar do indivíduo pelo maior tempo possível. Estima-se que o Alzheimer atinja entre 1,2 milhão e 1,8 milhão de brasileiros, sendo responsável por até 60% dos casos de demência na terceira idade.

Prevenção e controle de fatores de risco

Especialistas reforçam que o acompanhamento médico deve vir acompanhado da gestão rigorosa de fatores de risco ao longo da vida. Dados da Comissão Lancet apontam que cerca de 45% das demências no mundo poderiam ser evitadas ou adiadas.

Condições como hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, perda auditiva, depressão e baixa estimulação intelectual exigem tratamento adequado. Cuidar da saúde geral e desafiar o cérebro com novos aprendizados funcionam como excelentes aliados na prevenção cerebral.

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