A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Alvitre para desarticular um esquema criminoso de desvio de emendas parlamentares na Prefeitura e na Câmara Municipal de Ipojuca, estimado em R$ 27 milhões.
Imagens revelam repasse de propina
Imagens exclusivas revelam os últimos momentos de vida da professora Simone Marques da Silva, de 46 anos, assassinada a tiros. O vídeo mostra a vítima entrando em uma sala com um pacote verde para se encontrar com Diego Fernandes de Oliveira Araújo, conhecido como Diego Araçá e então secretário especial de Juventude. Para os investigadores, a gravação comprova a rotina de entrega de dinheiro em espécie proveniente das fraudes.
A virada nas investigações e o homicídio
O inquérito ganhou novos contornos após o assassinato da professora. A suspeita é de que Simone estaria chantageando operadores do esquema com áudios e vídeos comprometedores. Em outubro de 2025, dias após a primeira fase da operação, ela compareceu a uma delegacia em Porto de Galinhas para prestar depoimento, que acabou adiado para o dia seguinte. No entanto, ela foi executada a tiros horas antes de retornar à polícia.
Engrenagem financeira e entidades de fachada
Documentos do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco apontam que a Associação Cultural Social e Recreativa MUDART, gerida por Simone, recebeu R$ 1,2 milhão entre 2017 e 2024, com um salto nos repasses no último ano. Em vistorias, a polícia constatou que a entidade e outra organização beneficiada funcionavam em residências simples, sem qualquer estrutura para gerir projetos comunitários.
Histórico familiar e fases da operação
As investigações também apontam o envolvimento de vereadores e assessores, além de revelar um histórico de violência familiar ligado a Diego Araçá, cujo pai e avô já foram associados a homicídios na região. A operação policial avançou em fases sucessivas ao longo dos meses, resultando na prisão de lideranças políticas, afastamento de cargos e bloqueio de bens para rastrear o destino dos recursos públicos desviados.
