O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça negou veementemente ter violado ou examinado os arquivos digitais extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A manifestação ocorreu em resposta direta aos questionamentos levantados pelo colega de corte Cristiano Zanin sobre o manuseio das informações.
A origem do material sob custódia
De acordo com os esclarecimentos prestados pelo magistrado, a Polícia Federal repassou voluntariamente uma cópia de segurança dos dados extraídos do iPhone 17 pertencente ao banqueiro. O material foi entregue em um envelope físico devidamente lacrado para o gabinete da corte.
Garantia de integridade das provas
Mendonça enfatizou que o acervo digital permanece intocado e inacessível, funcionando estritamente como uma medida de resguardo técnico. O objetivo dessa cópia é servir unicamente como contraprova em eventuais cenários de extravio ou dano ao material original, que continua sob a estrita cadeia de custódia da corporação policial.
Entenda o pedido de Cristiano Zanin
A polêmica ganhou força quando Zanin solicitou formalmente o acesso integral à mídia fornecida pela polícia. O pedido teve como justificativa auxiliar na análise ministerial acerca da validade de um relatório policial oriundo do dispositivo, que apontaria conexões com o ministro Alexandre de Moraes.
Contexto das investigações do Caso Master
A cobrança pela abertura dos dados aconteceu logo após uma determinação para que Mendonça compartilhasse com o restante do plenário os procedimentos vinculados ao Caso Master. Em sua defesa, o relator apontou que a liberação indiscriminada das provas poderia comprometer o andamento de diligências ainda em curso.
