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Daniel Vorcaro prometeu pagar filme sobre Bolsonaro

O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do antigo Banco Master, garantiu que iria “até o fim” no patrocínio do longa-metragem Dark Horse, obra cinematográfica baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O posicionamento do executivo consta em diálogos obtidos em investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e datados de 22 de outubro de 2025, período marcado por pressões para a quitação de parcelas do projeto.

Envolvimento direto de Flávio Bolsonaro Na mesma data em que o banqueiro reafirmou seu compromisso com a iniciativa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente postulante à Presidência, entrou em contato com Vorcaro para relatar que as filmagens haviam iniciado o terceiro dia e que a equipe operava “no limite”.

Conforme o relatório da PF, o parlamentar solicitou que o empresário o avisasse caso houvesse impossibilidade de realizar novos repasses financeiros, permitindo assim a busca imediata por alternativas. Na ocasião, Vorcaro assegurou que contornaria o problema.

Cobranças e repasses financeiros Logo após o diálogo com o senador, Thiago Miranda, identificado como um dos articuladores das negociações do filme, cobrou novas parcelas do banqueiro. Vorcaro justificou os atrasos e garantiu prioridade absoluta nos repasses.

Em trecho destacado pela PF, o banqueiro argumentou que seu esforço era máximo e que, independentemente de adversidades, levaria o projeto adiante. Apesar das promessas de prioridade, o órgão policial aponta que a última transferência financeira efetivamente mapeada ocorreu em setembro daquele ano.

Valores milionários e investigações do STF Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam a realização de sete remessas internacionais totalizando US$ 12,33 milhões. Os recursos saíram da Entre Investimentos com destino ao Havengate Development Fund LP, sediado em território norte-americano.

A corporação policial vincula essa movimentação monetária ao custeio de Dark Horse. O contrato localizado no aparelho celular de Vorcaro estipulava um aporte global de US$ 24 milhões, fracionados em 14 parcelas.

O envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no monitoramento dos recursos inclui cobranças feitas por áudio em setembro de 2025, demonstrando apreensão com os contratos firmados com o ator Jim Caviezel — intérprete de Bolsonaro no filme — e com o diretor Cyrus Nowrasteh. Flávio é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF) desde julho, por ordem do ministro André Mendonça, em procedimento desdobrado do inquérito do Banco Master.

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