O impacto da mídia na rotina infantil vai muito além das telas dos smartphones e computadores, abrangendo também a televisão, jornais e o consumo de conteúdos no ambiente doméstico. Esse cenário motivou a jornalista e educomunicadora Iza Carvalho a lançar a obra Crianças Conectadas e Cidadãos Críticos: A Revolução Educomunicativa no Ambiente Escolar, publicada pela Editora Telha e apresentada ao público na Livraria da Travessa do CasaPark, em Brasília.
Origem familiar e pesquisa de campo
A trajetória da autora, que atualmente atua como especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil, une vivência pessoal e rigor acadêmico. Crescer junto a quatro irmãos mais novos e à mãe, a professora Rosana Sousa, moldou a sensibilidade de Iza para a infância, resultando em uma parceria direta na pesquisa.
Com mais de três décadas de dedicação à Secretaria de Educação do Distrito Federal e atuação na escola pública CAIC Santa Paulina, localizada no Paranoá, a docente abriu as portas de sua turma, formada por alunos de 6 a 8 anos, para o trabalho de campo e o desenvolvimento dos planos pedagógicos presentes no volume.
Da graduação premiada para as livrarias
O lançamento literário nasceu como um livro-reportagem acadêmico apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo pela Universidade Paulista (UNIP). O projeto acadêmico obteve expressivo reconhecimento prévio, recebendo destaque no Prêmio Paulo Freire de Educação e uma moção de louvor devido ao impacto gerado na comunidade.
O papel da educomunicação
O eixo central da publicação é a educomunicação, área interdisciplinar que integra os saberes da educação e da comunicação para ressignificar a forma como os leitores interagem com os meios informativos. O material utiliza ferramentas práticas do jornalismo profissional — a exemplo da verificação de fatos, da escuta atenta e da interpretação analítica — e as adapta para o universo das crianças.
Formação de pensamento crítico desde cedo
Embora questionar seja uma característica inerente aos primeiros anos de vida, a publicação argumenta que essa curiosidade precisa ser lapidada. A proposta é garantir que a criança compreenda a relevância de suas perguntas para manter o protagonismo ao longo do amadurecimento, provando que o letramento midiático fortalece a voz infantil no presente.
