Após 14 dias de mobilização iniciada em 10 de setembro, os funcionários dos Correios que atuam em São Paulo, na Grande São Paulo e na Zona Postal de Sorocaba aprovaram o encerramento da paralisação. A decisão foi consolidada em votação durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira (24/9) pelo Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares).
Determinações do TST e retorno às atividades
A entidade sindical instruiu os profissionais a retomarem suas funções imediatamente a partir das 22h da própria quinta-feira. O desfecho ocorre na esteira do julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estabeleceu um reajuste salarial de 4,09% e garantiu a continuidade de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho.
Além disso, a Justiça do Trabalho rejeitou a tese de abusividade do movimento paredista apresentada pela direção da estatal, determinando que os dias parados sejam devidamente compensados pelos empregados.
Próximos passos e avaliação sindical
A assembleia deliberativa foi conduzida pelo vice-presidente do Sintect-SP, Rogério Bueno, e pelo secretário-geral, Ricardo Adriane (conhecido como NegoPeixe). Na ocasião, o presidente da entidade, Elias Diviza, encontrava-se em Brasília acompanhando o julgamento na corte superior.
Entre as deliberações pendentes está o formato final relativo ao plano de saúde da categoria — um dos eixos centrais da Campanha Salarial —, cuja redação oficial aprovada pelo tribunal ainda depende da publicação formal do acórdão. Assim que o documento for disponibilizado, o departamento jurídico do sindicato realizará a análise técnica para detalhar os desdobramentos aos trabalhadores.
“Nosso agradecimento é para cada trabalhador e trabalhadora que esteve nessa luta e sustentou a mobilização desde o primeiro dia. A categoria mostrou disposição para defender seus direitos e esteve presente quando foi chamada. Encerramos a greve por decisão da assembleia e seguimos organizados para acompanhar o cumprimento do que foi definido no TST”, declarou Rogério Bueno.
