O estado de São Paulo contabilizou a sua 26ª morte provocada por febre maculosa em 2026, conforme atualização divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) nesta sexta-feira (25/9). Ao todo, o território paulista acumula 28 infecções confirmadas da enfermidade ao longo do ano.
Vítima recente e cenário em Araras
O óbito mais recente refere-se a uma mulher de 49 anos, residente em Araras, no interior paulista, que faleceu no dia 13 de setembro. A vítima morava a cerca de 200 metros de uma área de mata com presença conhecida de capivaras, no bairro Parque Tiradentes.
Com essa notificação, o município de Araras passa a registrar quatro mortes por febre maculosa em 2026. Anteriormente, a cidade já havia confirmado os falecimentos de duas crianças, de 8 e 9 anos, além de uma mulher de 52 anos.
Distribuição geográfica das infecções
A maior parte dos registros de provável infecção concentra-se no interior do estado. O levantamento da pasta estadual detalha o mapeamento das ocorrências pelas seguintes regiões:
- Região de Campinas: 10 casos
- Região de Piracicaba: 6 casos
- Sorocaba: 3 casos
- Santo André: 1 caso
- São João da Boa Vista: 1 caso
- São José dos Campos: 1 caso
Outros seis episódios seguem em fase de apuração epidemiológica. Diante do quadro, a Secretaria mantém ações contínuas de monitoramento, rastreamento de casos suspeitos e fiscalização de perímetros considerados de risco.
Características da doença, sintomas e prevenção
A febre maculosa é uma infecção grave transmitida pela bactéria Rickettsia, inoculada por meio da picada de carrapatos infectados, especialmente o carrapato-estrela. Por ter evolução rápida, a agilidade no diagnóstico e o início imediato do tratamento são cruciais para evitar complicações fatais.
Principais manifestações clínicas
- Febre de início súbito e dor de cabeça;
- Dores musculares e nas articulações;
- Cansaço acentuado e fraqueza;
- Manchas avermelhadas na pele (erupções) que costumam surgir entre o 3º e o 5º dia, iniciando-se nos pulsos e tornozelos e podendo atingir a palma das mãos e a planta dos pés.
Para prevenir o contato com o vetor, as autoridades de saúde recomendam evitar áreas de vegetação densa com presença de animais hospedeiros. Caso seja indispensável circular por locais de risco, deve-se utilizar calças compridas claras e botas, além de realizar uma checagem rigorosa de todo o corpo logo após a permanência nessas áreas.
