LarSÃO PAULOEstações do Metrô em SP sofrem depredação durante manifestação na Avenida Paulista

Estações do Metrô em SP sofrem depredação durante manifestação na Avenida Paulista

Danos no transporte público e apuração policial

As instalações de acesso às estações da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo sofreram depredações no domingo (11/10), durante ato político na Avenida Paulista. Em decorrência dos danos, a companhia estadual registrou boletim de ocorrência e disponibilizou os circuitos de monitoramento para subsidiar a apuração da Polícia Civil.

Conforme informado pela empresa pública, cinco placas de vidro acabaram danificadas. Por possuírem película de retenção, as estruturas não ofereceram risco de fragmentação aos passageiros, e a reposição das peças já foi providenciada. Além das avarias nas vidraças, equipes registraram lambe-lambes e adesivos afixados em paredes internas, corrimãos de escadas fixas e rolantes, além do interior de uma composição. O símbolo anarquista também foi desenhado nas dependências metroviárias.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou que a dispersão ocorreu sem intercorrências graves e confirmou os registros de pichação e danos ao patrimônio. A pasta ressaltou que as apurações contarão com as gravações internas do Metrô e com o sistema Muralha Paulista para individualizar responsabilidades. Paralelamente, Ramiro Brites Pavanato acionou a administração estadual requerendo medidas para identificar os autores dos atos.

Bloqueios preventivos e reparos nas linhas

Na Estação Trianon-Masp, os vidros receberam inscrições e manifestantes ocuparam a cobertura segurando faixas contrárias ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Pontos comerciais vizinhos, como bancas de jornal, também foram alvos de pichações. Diante do tumulto e das depredações, a Polícia Militar bloqueou os acessos tanto da Trianon-Masp (Linha 2-Verde) quanto da estação Paulista (Linha 4-Amarela).

Diferentemente da versão policial sobre o encerramento das entradas por vandalismo, o Metrô apontou inicialmente que o fechamento atendeu a diretrizes de segurança adotadas para conter fluxos volumosos e atípicos de passageiros. O trabalho de manutenção nas áreas danificadas começou na madrugada de segunda-feira (12/10), com equipes atuando ao longo do feriado para retirar adesivos e cobrir pichações.

Ato político e mobilização eleitoral

A manifestação na Avenida Paulista reuniu apoiadores da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contando com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e de artistas que rebateram falas recentes de Flávio Bolsonaro sobre a Constituição.

Em discurso focado na defesa institucional e na busca por eleitores faltosos, Lula defendeu a manutenção da ordem democrática:

Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja.

O petista também convocou a militância a mobilizar os ausentes do primeiro turno:

Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. […] Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar. Porque 60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, filha, neto, bisneto, e a pátria dele para ele cuidar.

A estratégia visa modificar o panorama da votação inicial, na qual Flávio liderou com 47,03% ante 45,16% de Lula. O pleito atingiu recorde histórico de abstenção, totalizando 33 milhões de eleitores faltosos, o que equivale a 21,08% do eleitorado apto.

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