A distribuição desigual dos recursos do Fundo Eleitoral provocou uma profunda crise interna e revolta entre os postulantes a deputado federal pelo PDT em São Paulo.
Descontentamento generalizado Mensagens trocadas em aplicativos de mensagens mostram que os concorrentes definiram a situação como constrangedora, injusta e vergonhosa. Enquanto alguns nomes receberam quantias expressivas que chegaram a 400 mil reais, outros denunciam ter ganhado apenas 10 mil reais ou até mesmo ficado sem verba alguma para tocar suas campanhas.
Falta de suporte básico Além da escassez de dinheiro, os políticos reclamam da ausência de material impresso essencial, como panfletos e bandeiras. O cenário de abandono gerou ameaças de desistência em massa do pleito, com críticas severas direcionadas tanto ao diretório estadual quanto à cúpula nacional da legenda.
Acusações de favorecimento Os participantes do grupo de mensagens também apontaram um suposto privilégio a influenciadores digitais e criadores de conteúdo em detrimento de outros filiados. Houve ainda denúncias de mulheres negras sobre supostas fraudes na autodeclaração racial para abocanhar cotas partidárias e de tratamento desigual na distribuição financeira.
Posicionamento oficial Procurada, a cúpula paulista não se manifestou inicialmente, mas o secretário adjunto geral estadual, Ewerton Roberto Carreirinha, negou que promessas tenham sido quebradas. Segundo ele, a gestão dos recursos ocorre com responsabilidade e quem estiver insatisfeito tem total liberdade para deixar a sigla.
Regras do financiamento público Nacionalmente, o partido dispõe de mais de 169 milhões de reais para o pleito. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi instituído pela legislação brasileira após a proibição de doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal, tendo seus repasses definidos com base na representatividade parlamentar de cada legenda no Congresso Nacional.

