LarBRASILAtor de Quem Ama Cuida sofre ataque homofóbico no Rock in Rio

Ator de Quem Ama Cuida sofre ataque homofóbico no Rock in Rio

O ator João Victor Gonçalves, conhecido por seu trabalho na novela Quem Ama Cuida, utilizou suas redes sociais para denunciar um episódio de preconceito. O artista foi alvo de hostilidades e ataques homofóbicos na madrugada do último sábado (5/9), logo após deixar a Cidade do Rock, festival onde ocorria o Rock in Rio.

Ataque durante transmissão ao vivo

O incidente ocorreu quando o intérprete cruzou com um grupo de rapazes liderado pelo streamer GH. Na ocasião, a cena foi transmitida ao vivo na internet. Nas imagens, os jovens zombam das roupas do artista, com o influenciador fazendo comentários pejorativos e outros presentes xingando o famoso de “horroroso”.

Emocionado, o ator conversou com seus seguidores na web e admitiu que só compreendeu a gravidade da situação após chegar em segurança em sua residência. Ele destacou que a violência sofrida reflete diretamente os desafios enfrentados por seu personagem na ficção, que também lida com o preconceito estrutural.

Repercussão e resposta do influenciador

Com mais de 300 mil seguidores em seu perfil pessoal, o jovem lamentou que criadores de conteúdo com grande alcance utilizem a humilhação alheia como forma de atrair público. O artista enfatizou que o episódio não vai passar em branco e que pretende mobilizar apoio para transformar a realidade social do país.

Por sua vez, o streamer responsável pelas ofensas utilizou os Stories para se retratar publicamente, marcando o perfil do artista. Na tentativa de se justificar, o criador de conteúdo alegou que a atitude não passou de uma brincadeira inspirada em outro vídeo da internet e que agiu daquela maneira apenas para gerar entretenimento em sua transmissão ao vivo, afirmando não ter preconceitos.

O autor das provocações produz conteúdos do tipo IRL (In Real Life) na plataforma Kick, onde realiza transmissões caminhando pelas ruas cariocas. Apesar das desculpas públicas do influenciador, o caso segue gerando debates intensos sobre os limites da produção de conteúdo digital e a urgência do combate à homofobia.

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