LarBRASILA trajetória golpista de Bolsonaro: da posse à condenação

A trajetória golpista de Bolsonaro: da posse à condenação

O histórico político de Jair Bolsonaro foi marcado desde o início por declarações que antecipavam sua postura em relação ao poder e às instituições democráticas brasileiras.

Os primeiros sinais de confronto político

Logo no dia de sua posse, em Brasília, o ex-presidente defendeu o acesso a armas para os chamados “brasileiros de bem” e celebrou o afastamento do socialismo. Meses depois, em viagem a Washington, afirmou que seu objetivo principal não era construir, mas sim desconstruir o Estado. A defesa do armamento civil reapareceu em junho de 2019, sob o argumento de evitar tentativas de governantes tomarem o poder de forma absoluta.

Escalada autoritária e ataques às instituições

A partir dessas premissas, a gestão avançou com críticas constantes ao Supremo Tribunal Federal, exigências de voto impresso e tentativas de deslegitimar as urnas eletrônicas. Esse processo culminou na recusa de passar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e em investigações sobre tentativa de golpe de Estado, resultando em sua inelegibilidade e em uma condenação judicial.

O uso político do 7 de Setembro

As datas cívicas eram frequentemente utilizadas para discursos inflamados. No Bicentenário da Independência, em 2022, o comportamento do então presidente foi determinante para sua condenação no Tribunal Superior Eleitoral. O TSE concluiu que ele usou recursos públicos e a estrutura oficial do desfile para impulsionar sua campanha à reeleição.

O percurso que começou com promessas de ruptura e discursos de confronto nos desfiles cívicos encerrou-se com restrições judiciais e o isolamento político, marcando um dos períodos mais tensos da recente democracia nacional.

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