O Produto Interno Bruto brasileiro registrou uma alta de 0,5% entre abril e junho, evidenciando uma perda de ritmo na economia nacional em relação aos primeiros três meses do ano, quando a expansão havia alcançado 1,1%.
O desempenho dos setores produtivos
O IBGE revelou que o avanço trimestral foi sustentado principalmente pelo setor da agropecuária, que cresceu 2,8%. Em contrapartida, os serviços registraram alta de apenas 0,2%, enquanto a indústria avançou modesto 0,1%.
Queda no consumo das famílias
Além da alta mais branda, o dado que mais acendeu o sinal amarelo foi a retração de 0,4% no consumo das famílias, revertendo o cenário positivo do trimestre anterior, quando houve expansão de 0,8%.
O peso dos juros e do endividamento
Especialistas e o Ministério da Fazenda apontam que a política monetária restritiva, com a taxa Selic em 14% ao ano, somada ao endividamento das famílias — que chegou a 49,8%, próximo ao recorde histórico de 49,9% —, freou a demanda interna e afetou diretamente o comércio e a indústria.
Diante desse cenário desafiador, a pasta econômica sinalizou um viés de baixa na projeção para o crescimento do PIB, enquanto o Banco Central estuda novas diretrizes para conter os riscos do crédito caro e o governo mantém em vigor o programa Desenrola 2.0 para facilitar a renegociação de dívidas.
