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Jorge Messias critica Flávio Bolsonaro por acionar Judiciário contra opiniões em redes sociais

O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou preocupação na sexta-feira (25/9) quanto à postura do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) diante de manifestações de cidadãos na internet. Segundo Messias, tem ocorrido uma utilização desmedida dos tribunais para arbitrar confrontos da disputa política cotidiana.

Reação a decisões do Tribunal Superior Eleitoral

A declaração do chefe da AGU ocorreu logo após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatar pedidos apresentados pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro. O magistrado determinou a exclusão de publicações do humorista Antonio Tabet e ordenou a remoção imediata de mais de 1,1 mil links distribuídos em plataformas como YouTube, Instagram, TikTok, Facebook e X, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

“É preocupante o uso ostensivo do Sistema de Justiça pelo candidato Flávio Bolsonaro contra cidadãos que se manifestam nas redes sociais, transformando os tribunais em mera extensão da disputa política. O Poder Judiciário não é lugar para que candidatos desafoguem suas frustrações em detrimento da liberdade de expressão!”, declarou Messias.

O advogado-geral da União acrescentou ainda que figuras públicas que disputam eleições precisam demonstrar preparo para lidar com o escrutínio da população, o debate aberto e o confronto direto de visões divergentes.

O caso envolvendo Antonio Tabet e Nossa Senhora Aparecida

A controvérsia teve início após a circulação de boatos nas redes alegando que Flávio Bolsonaro pretendia revogar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O postulante ao Planalto desmentiu categoricamente o rumor, classificou a narrativa como notícia falsa e declarou respeito irrestrito a todas as crenças religiosas.

Em meio à repercussão, o ator Antonio Tabet publicou no X a declaração: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. A defesa do comediante sustentou que o texto não citava nomes próprios e não possuía destinatário determinado. No entanto, o ministro André Mendonça avaliou que a postagem extrapolou a simples manifestação de opinião, configurando informação objetivamente inverídica com capacidade de influenciar o eleitorado.

Penalidades e métricas da publicação

  • Multa fixada: R$ 30 mil caso Tabet volte a veicular conteúdos semelhantes.
  • Visualizações: mais de 195 mil acessos registrados na publicação questionada.
  • Engajamento: cerca de 11 mil curtidas e 2 mil compartilhamentos, de acordo com dados anexados pelos advogados de Flávio.
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