Operação policial desmonta esquema de prostituição na Quadra 410 Norte
Na tarde de segunda-feira (14/9), a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) desmantelou uma casa de prostituição clandestina que operava sob a fachada de clínica de massoterapia no subsolo do comércio da quadra 410 Norte, no Distrito Federal. O estabelecimento ficava estrategicamente localizado a poucos minutos da Esplanada dos Ministérios e mantinha intenso fluxo de frequentadores.
Esquema de atendimento e faturamento
As apurações apontaram que a administradora do local obtinha um rendimento diário de cerca de R$ 1,5 mil. O espaço oferecia serviços sexuais anunciados com termos como “xerecada suprema”, dispondo de mais de 20 mulheres para atendimento.
Para atrair o público sem levantar suspeitas imediatas da fiscalização, o endereço mantinha duas presenças distintas na internet:
- Uma página pública voltada a divulgar serviços tradicionais de relaxamento e terapias corporais;
- Um ambiente virtual restrito contendo fotos explícitas e divulgação direta dos serviços íntimos.
Valores cobrados e divisões dos pagamentos
Os atendimentos variavam entre R$ 250 e R$ 300 por sessão. Para mascarar a atividade financeira, os pagamentos realizados por máquinas de cartão ou transferências eram fracionados:
- Valores entre R$ 170 e R$ 200 eram registrados formalmente como massagens ou terapias;
- A quantia excedente entrava como um suposto adicional referente ao ato sexual;
- Uma cota fixa de R$ 120 de cada sessão era repassada diretamente à responsável pelo negócio.
A investigação também descobriu que as chaves Pix utilizadas para receber os valores estavam registradas em nome de familiares da gerência.
Logística de acesso e apreensões
O acesso ao subsolo contava com rotas projetadas para garantir discrição aos clientes. Durante o horário comercial, a circulação ocorria por uma escada lateral. Já no período noturno e aos fins de semana, a entrada era realizada pela portaria dos fundos com liberação apenas após checagem via interfone.
Durante o cumprimento do mandado no local, os policiais apreenderam aparelhos celulares, cadernos de anotações financeiras, terminais de cartão e os equipamentos do circuito interno de gravação. A investida representou a segunda ação conduzida pela 2ª DP contra estabelecimentos de exploração sexual disfarçados na área nos últimos meses.
