A Polícia Federal deflagrou a terceira etapa da Operação Transparência, tendo entre os principais investigados o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A corporação apura suspeitas de tráfico de influência e eventuais irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares.
Mandados expedidos pelo STF
Ao todo, agentes federais cumprem quatro ordens de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os investigadores, os envolvidos no esquema teriam articulado o recebimento de quantias financeiras expressivas vinculadas ao desfecho de ações judiciais em andamento, sob o pretexto de interferir nas decisões tomadas por magistrados.
Apreensões e alvos da investigação
Outro alvo das diligências é a advogada Valéria Rodrigues Linhares, filiada ao PSD, legenda que abrigou Cezinha de Madureira no passado. Em 25 de agosto, a PF apreendeu uma mala contendo R$ 510 mil com a advogada no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Na época, a defesa sustentou que a quantia era lícita e havia sido declarada, mas a corporação suspeita que os valores estejam conectados à apuração atual.
A investigação mira os seguintes crimes:
- Tráfico de influência;
- Exploração de prestígio;
- Corrupção passiva;
- Lavagem de capitais.
O caso se desenvolve em meio a tensões na Suprema Corte. Cezinha de Madureira mantém relações próximas com o ministro André Mendonça e teria atuado, em 2025, como intermediador de uma reunião entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
