Aproximadamente a um mês do primeiro turno das Eleições de 2026, as tradicionais ferramentas de financiamento coletivo já movimentaram mais de R$ 10 milhões. Os dados oficiais disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam um montante exato de R$ 10.337.650,87 arrecadados por meio das chamadas vaquinhas eleitorais.
Partidos com maior arrecadação
O levantamento detalhado das contas de campanha revela que a legenda Missão lidera o ranking de captação de recursos, seguida de perto por outras siglas importantes do cenário político nacional.
O partido Missão ocupa a primeira posição com R$ 2,39 milhões. Em sequência, aparecem o Novo com R$ 1,6 milhão, o PT acumulando R$ 1,4 milhão, o PSol registrando R$ 1,1 milhão e, fechando o grupo de destaque, o PSD com R$ 770 mil em doações.
Candidatos que lideram as doações
O impulso financeiro do partido Missão é reflexo direto da campanha presidencial de Renan Santos, fundador e dirigente da sigla. O candidato registra no TSE R$ 1.356.890,21 em repasses, configurando a maior quantia individual entre todos os concorrentes ao pleito. Na plataforma de captação Queroapoiar, o montante já ultrapassa R$ 1,5 milhão, aguardando atualização nos registros formais da Justiça eleitoral.
Na legenda Nova, o principal destaque na arrecadação via vaquinha é Marcel van Hattem, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que contabiliza R$ 703.672,11 oficializados no TSE e cerca de R$ 896 mil na plataforma digital.
Outros nomes chamam atenção pelo volume de recursos obtidos: Ana Elisa (PT-MG), candidata a deputada federal, com R$ 91 mil registrados no TSE; Jones Manoel (PSol-PE), também concorrendo à Câmara dos Deputados, com R$ 591 mil; e Rodrigo Spada (PSD-SP), com R$ 493 mil.
Como funciona a arrecadação
Autorizado pela Justiça eleitoral desde o ano de 2017, o financiamento coletivo segue normas rígidas estabelecidas pelo TSE para garantir a transparência do processo democrático.
As campanhas de arrecadação precisam obrigatoriamente ocorrer em ambientes virtuais credenciados previamente pelo órgão regulador. Além disso, as empresas administradoras das páginas têm o dever legal de coletar e repassar ao TSE a identificação completa dos doadores, incluindo dados pessoais, os valores exatos e as datas das transações. As plataformas também devem manter os nomes públicos em seus sites e emitir recibos individuais para cada contribuição efetuada.
