A ampliação do teto de financiamento do programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, que saltou de R$ 150 mil para R$ 200 mil, provocou uma transformação profunda no mercado automotivo voltado para profissionais do setor. Com a atualização, a relação oficial agora contempla 173 combinações distintas entre modelos e configurações, considerando cada variação de forma única.
Impacto no mercado e novas categorias
O reajuste no limite financeiro alterou drasticamente o panorama do programa. Anteriormente, com o teto restrito a R$ 150 mil, as opções ficavam quase totalmente limitadas a hatches compactos e alguns sedãs. Agora, o cenário é outro: o poder de compra foi expandido para abranger categorias superiores, contemplando utilitários esportivos (SUVs), caminhonetes e automóveis eletrificados.
Projeções governamentais fundamentadas nos registros da Fenabrave para 2025 indicam que a faixa de preço elegível passou a abranger entre 63% e 88% do mercado nacional. Paralelamente a essa mudança, o prazo máximo para quitação do financiamento foi estendido para até 84 meses, facilitando o acesso dos trabalhadores aos bens.
Variedade de modelos para transporte e entregas
Divulgada no final de agosto, a listagem atualizada abarca desde os tradicionais compactos urbanos até veículos de portes maiores. Entre os compactos de grande apelo comercial para o transporte de passageiros, destacam-se Chevrolet Onix e Onix Plus, Fiat Argo e Cronos, Volkswagen Polo e Virtus, Hyundai HB20 e HB20S, Nissan Kicks e Versa, além do Honda City e do Renault Kardian.
O segmento de SUVs ganhou um espaço expressivo. Profissionais agora podem optar por nomes como Honda HR-V, Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross e Tera, além de utilitários da Renault, Jeep, BYD e GAC. Um exemplo dessa evolução é a inclusão do Leapmotor C10, um veículo médio que rompe com o padrão histórico de categorias menores no setor de transporte remunerado.
Inclusão inédita de picapes
Um dos pontos mais chamativos da nova fase é a entrada de picapes na relação, como a Chevrolet Montana, Fiat Strada, Fiat Toro e Volkswagen Saveiro. Enquanto as versões de cabine dupla atendem a certas demandas específicas, as configurações de cabine simples da Saveiro miram os profissionais focados em serviços de frete, entregas e transporte de mercadorias.
Vale ressaltar que a aquisição do veículo é apenas o primeiro passo: os automóveis precisam obrigatoriamente passar pela homologação de cada prefeitura para atuar como táxi. Em Belo Horizonte, por exemplo, utilitários como a Montana e a Toro são aceitos, enquanto a Strada ficou de fora dos parâmetros municipais estabelecidos.
Com 173 versões validadas, o Move Brasil reconfigura as ferramentas de trabalho disponíveis para taxistas e motoristas de aplicativo, injetando modernidade, conforto e novas possibilidades de atuação na frota brasileira.

