O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) registrou 2% das intenções de voto em recente levantamento do instituto Datafolha divulgado no início de setembro, mas minimizou o índice ao afirmar que o cenário atual não dita o rumo das urnas para 2026.
O comportamento do eleitor brasileiro
Durante entrevista concedida em São Paulo, o político explicou que o desempenho nas pesquisas retrata um momento passageiro e que o engajamento da população costuma se transformar com o avanço da campanha eleitoral.
Para o presidenciável, o foco do cidadão comum está voltado para as dificuldades do cotidiano, com destaque para o endividamento e o custo de vida, o que afasta o interesse prévio pela política.
De acordo com o candidato do Partido Novo, a grande maioria dos votantes só começa a analisar os postulantes ao Palácio do Planalto nos momentos derradeiros da corrida eleitoral.
Respeito aos levantamentos
Apesar de argumentar que a decisão nas urnas ocorre apenas na véspera do pleito e que as pesquisas feitas com muita antecedência não capturam a vontade real, Zema garantiu que não desmerece o trabalho dos institutos estatísticos.
O político pontuou que os dados servem como bússola e orientação, embora reforce a tese de que o eleitor brasileiro costuma “abrir o cardápio” de opções apenas no último minuto.
Críticas ao STF e cenário da disputa
Na mesma sabatina, o governador mineiro manteve o tom crítico em relação à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reiterando que não pretende adotar o silêncio diante do que classifica como prejuízos à imagem institucional do país.
O panorama da corrida presidencial é liderado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que soma 33%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece na terceira posição com 8%, superando nomes como Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e o próprio Zema, que empata tecnicamente na faixa inferior da tabela com 2%.
