A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de Shirley de Figueiredo Ângelo, amplamente conhecida pelo apelido de “Manequim”. Apontada pelas autoridades como a principal tesoureira do esquema liderado pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, a suspeita era monitorada pela Polícia Federal há mais de vinte anos.
Operação na Baixada Fluminense
A captura aconteceu por volta das 16h, quando agentes da 28ª Delegacia de Polícia (Praça Seca) interceptaram a foragida na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu. A ação tática foi planejada para cumprir um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, relacionado a crimes como associação para o tráfico e colaboração com organizações criminosas.
Histórico no mundo do crime
Os registros policiais sobre a envolvida remontam ao início dos anos 2000. Logo após a extradição e captura de Beira-Mar na Colômbia em 2001, relatórios oficiais da corporação já a tratavam como a custodiante das finanças da quadrilha.
O nome de Shirley também figura nas páginas do relatório final da CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, sendo associada à logística de distribuição de entorpecentes no estado fluminense e em outras regiões do país, incluindo o Nordeste.
Conexões familiares e empresas de fachada
As investigações detalham que a suspeita é esposa de Marcos José Monteiro Carneiro, o “Periquito”, apontado como operador na compra e no envio de armamentos e drogas da América do Sul para o território nacional. No âmbito operacional, a detida atuava na comercialização de entorpecentes na comunidade Parque das Missões, em Duque de Caxias, além de facilitar a comunicação do companheiro com o restante da facção.
Outro desdobramento aponta que Shirley mantinha sociedade com Marinilson Carneiro da Silva, conhecido como “Habib’s” e cunhado dela, na empresa Fricargo Carga Aérea Ltda. Para os investigadores, o negócio funcionava como uma fachada para viabilizar o escoamento logístico das drogas. Habib’s, inclusive, havia sido capturado em fevereiro em Pernambuco.
Com esta nova captura, a equipe da 28ª DP contabiliza o segundo alvo histórico deste núcleo criminoso retirado de circulação no ano. A suspeita permanece sob custódia e aguarda os desdobramentos perante a Justiça Federal.
