O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, enfrentou momentos de hostilidade ao caminhar pela Avenida Paulista, em São Paulo, na última segunda-feira (7/9). O episódio ocorreu pouco antes de um ato político convocado pelo grupo de Flávio Bolsonaro.
Cobranças e registro em vídeo
Enquanto transitava pela via pública, o político mineiro foi abordado por um pedestre que o questionou sobre as motivações de sua presença na manifestação. As imagens, amplamente circuladas nas redes sociais, mostram o autor do registro cobrando justificativas de Zema.
O manifestante questionou se o governador estaria tentando surfar na onda do evento organizado pelos adversários políticos. “Veio se aproveitar da manifestação, foi? Veio se aproveitar da manifestação Zema? Ê, Zema, responde aqui Zema”, provocou o homem durante a gravação.
Tensão e tumulto no local
A situação gerou um princípio de tumulto quando um dos acompanhantes de Zema tentou afastar o autor do vídeo com um empurrão. O cineasta amador reagiu clamando por liberdade de expressão: “Democracia, democracia”, prosseguindo com a filmagem da cena.
A agenda da comitiva mineira na capital paulista previa uma concentração na esquina com a Rua da Consolação, realizada entre a manhã e o início da tarde. Paralelamente, o ato principal liderado por Flávio Bolsonaro teve início por volta das 15h.
Protesto contra o STF e atritos políticos
A mobilização organizada pelo grupo de Zema teve como mote principal o repasse de críticas ao ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, o chefe do Executivo mineiro compartilhou registros do ato com a frase: “Chega de intocáveis. Direto da Paulista”.
O clima de tensão entre os dois setores da direita também tem raízes em declarações recentes. Zema cobrou explicações públicas de Flávio após a divulgação de um áudio em que o aliado de PL solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida em agosto, o mineiro exigiu apuração rigorosa sobre os valores envolvidos na produção cinematográfica.
