O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil alcançou uma marca histórica na última sexta-feira (4/9), registrando o maior volume de operações diárias desde a sua criação.
Crescimento expressivo no volume financeiro
Conforme dados divulgados pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), administrado pelo Banco Central, foram contabilizadas 318.073.816 transações em apenas 24 horas.
Esse volume astronômico representou a movimentação financeira total de R$ 186,89 bilhões, estabelecendo um valor médio de R$ 587,58 por cada operação realizada no período.
Superação da marca anterior
O patamar alcançado agora superou o recorde anterior, que havia sido registrado em 5 de dezembro do ano passado, quando a ferramenta processou 313.339.828 operações. Naquela data, a quantia total movimentada atingiu R$ 179,93 bilhões, com uma média de R$ 574,24 por transferência.
Repercussão internacional e contexto político
A ferramenta de pagamentos tem estado no centro de debates internacionais recentes. Em junho, o sistema brasileiro figurou como uma das justificativas para a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos.
Investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apontaram que as práticas do Brasil teriam prejudicado o comércio norte-americano ao supostamente favorecer produtores locais.
Diante das contestações externas, autoridades brasileiras saíram em defesa da inovação financeira. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou que a tecnologia traz vantagens incontestáveis tanto para o setor público quanto para o privado, gerando ganhos reconhecidos mundialmente para toda a sociedade.
Durante um evento público realizado em São José do Rio Preto (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o episódio, ironizando as críticas estrangeiras e reforçando a importância de impulsionar tecnologias nacionais de ponta, como a inteligência artificial em português.
