A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as causas da morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos. O corpo do magistrado foi descoberto na noite de quarta-feira (7/10) dentro de uma SUV Volvo atingida por chamas, na área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.
Localização do veículo e controle do fogo
Trabalhadores rurais que operavam uma retroescavadeira na região avistaram o automóvel em chamas e utilizaram terra para conter o fogo. Conforme informações da Polícia Militar, a carteira de habilitação do magistrado foi encontrada no interior do veículo, que também estava registrado em nome dele.
Pesar do Poder Judiciário
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) divulgou nota lamentando o falecimento de Gustavo de Castro Campos, manifestando condolências aos parentes e amigos e ressaltando sua trajetória na instituição com sentimento de gratidão.
Histórico profissional e formação
Gustavo era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa. Ao longo de sua carreira na magistratura paulista, somava 12 anos no quadro do TJSP, tendo ingressado em 2014 como juiz substituto da 14ª Circunscrição e passado também pelas comarcas de Tambaú e Leme.
Sua formação e trajetória jurídica incluíam:
- Graduação em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, localizado em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo;
- Duas pós-graduações ou especializações acadêmicas;
- Atuação por 10 anos na advocacia privada;
- Aprovação e exercício do cargo de delegado da Polícia Civil do Espírito Santo em 2014;
- Atuação como juiz substituto na Justiça do Espírito Santo no mesmo ano.
O magistrado já havia sido alvo de representação por suposta ofensa à honra de um advogado, mas a acusação foi considerada improcedente e arquivada pelo Órgão Especial do TJSP.
Investigação policial
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita. A Polícia Civil conduz as diligências periciais e não descarta nenhuma linha de apuração sobre as circunstâncias da morte.
