As investigações sobre o desaparecimento de dois irmãos no interior do Maranhão ganharam um reforço internacional nesta terça-feira, com a oferta de apoio da Interpol para localizar as crianças sumidas há oito meses na cidade de Bacabal.
H2 Reunião estratégica na capital maranhense A advogada que representa a família, Nathaly Moraes, confirmou que o Núcleo de Cooperação Internacional disponibilizou os recursos tecnológicos da agência global. O suporte inclui tanto o rastreamento quanto a repatriação dos menores, caso sejam localizados fora do território nacional.
H3 Alinhamento com a Polícia Federal A mãe das vítimas, Clarice Cardoso, tem um encontro agendado na sede da Polícia Federal, em São Luís, para definir como o aparato da polícia global será empregado nas diligências.
H2 O sumido na comunidade quilombola Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram em janeiro deste ano na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. Os irmãos saíram para brincar e teriam desviado a rota pela vegetação para evitar um tio que os alertou sobre os perigos do local, acabando por se perder.
H2 Descartada a hipótese de perdidos na mata As operações de resgate mobilizaram nove equipes simultâneas por terra, ar e água, contando inclusive com o suporte da Marinha do Brasil e cães farejadores. Nenhuns vestígios materiais foram localizados.
As autoridades policiais descartaram a probabilidade de as vítimas estarem perdidas na floresta, assim como não acharam indícios de afogamento ou ataque de animais selvagens. Com isso, a linha de investigação de sequestro passou a ser a principal vertente analisada.
Apesar da nova frente de cooperação internacional, autoridades esclarecem que ainda não há indícios de ligação entre o caso maranhense e o recente resgate de 163 menores vítimas de tráfico humano durante uma operação policial realizada no final de agosto na Flórida, Estados Unidos.
