O vereador e presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Pereira da Silva (Cidadania), registrou um salto expressivo em seus bens declarados à Justiça Eleitoral. Licenciado do cargo legislativo para concorrer ao posto de deputado federal, o político informou possuir um montante de R$ 1,13 milhão em 2026, o que representa um crescimento de 5,6 vezes em comparação com a eleição municipal de 2024, quando declarou apenas R$ 201,9 mil.
Evolução patrimonial e novos investimentos
Entre os ativos informados pelo candidato para o pleito atual constam uma caminhonete Ford Ranger 2024/2025 avaliada em R$ 330,3 mil, além de R$ 240 mil aplicados em uma previdência privada do tipo VGBL. A lista de bens também abrange um apartamento em Sumaré no valor de R$ 160 mil, além de terrenos em território sumareense e no município de Ibaté.
Para efeito de comparação, a documentação entregue em 2024 trazia apenas quatro itens: duas motocicletas e dois lotes de terra. Na nova declaração, o patrimônio passou a incorporar contas bancárias, aplicações financeiras variadas, dinheiro em espécie e cotas de participação em duas empresas distintas, refletindo uma diversificação acentuada de seu capital.
Operação Archimagus e suspeitas de ligação com o tráfico
A reviravolta na trajetória do parlamentar ocorreu quando ele foi alvo de uma prisão temporária durante a Operação Archimagus. A investida policial foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) com o objetivo de desarticular uma rede criminosa voltada ao financiamento, armazenamento e distribuição de entorpecentes em pontos de venda na região.
As autoridades também cumpriram dez mandados de busca e apreensão em cidades como Campinas, Vinhedo, Jacutinga (MG) e no próprio município de Sumaré. A apuração policial busca esclarecer se pessoas jurídicas e propriedades imobiliárias eram empregadas para lavar dinheiro ou sustentar a logística da facção investigada.
Apreensões na residência do político
Durante as diligências em um condomínio de alto padrão em Paulínia, onde o parlamentar reside, os agentes apreenderam duas armas de fogo, 105 munições, documentos diversos, joias de ouro e a quantia de R$ 18 mil em espécie. Um automóvel com placa oficial pertencente à Câmara de Sumaré também passou por perícia no local, embora não tenha sido retido.
Até o momento, a defesa do candidato não havia se pronunciado sobre as acusações levantadas pelas autoridades policiais. Vale ressaltar que a prisão possui caráter temporário e faz parte de uma investigação em andamento, não configurando, portanto, uma condenação judicial definitiva.
