LarBRASILCandidato a deputado em SP é acusado de agressão em lanchonete

Candidato a deputado em SP é acusado de agressão em lanchonete

Um atendente de lanchonete de 27 anos registrou um boletim de ocorrência acusando o candidato a deputado federal Victor Ruiz (PP) de agressão física na noite do último sábado (12/9), na região do Pacaembu, zona oeste da capital paulista.

Como aconteceu a abordagem no Pacaembu

De acordo com o relato prestado à Polícia Civil, a vítima, identificada como Wesley Marques, aguardava o transporte público em um ponto de ônibus na Praça Charles Miller quando foi abordada pelo político, que havia descido de um automóvel. O trabalhador afirmou que o político iniciou uma discussão repleta de ofensas e ameaças. Após revidar os insultos verbais, o jovem relatou ter recebido dois socos no rosto. Ele destacou que não conseguiu reagir ou se defender adequadamente, pois o candidato estava acompanhado por cerca de seis pessoas que cercaram o local durante o incidente.

Investigação policial e exames periciais

O caso foi oficialmente catalogado como crime de lesão corporal e transferido para a tutela do 23º Distrito Polícia, localizado no bairro de Perdizes. A corporação policial emitiu as guias necessárias para que a vítima realize o exame de corpo de delito nas instalações do Instituto Médico-Legal (IML). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a ocorrência, detalhando que o acionamento inicial foi realizado por meio da Delegacia Digital ainda na mesma noite.

O histórico do candidato e a versão da defesa

Aos 29 anos, Victor Ruiz atua como empresário e influenciador digital, além de acumular passagens profissionais pelo Exército e pela Guarda Civil Municipal de Itapevi. Esta é a sua terceira tentativa em eleições, após disputar duas vezes o cargo de vereador em Itapevi sem sucesso.

Em nota oficial, a assessoria de imprensa da campanha apresentou outra perspectiva sobre os fatos. Segundo a defesa, o grupo estava na Praça Charles Miller para uma atividade política quando foi cercado por opositores que iniciaram confrontos verbais e hostilizações. A nota argumenta que a reação do candidato foi estritamente proporcional para garantir a segurança própria e de sua equipe, visto que estariam em menor número no momento do cerco.

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