Antigos fãs da apresentadora Xuxa Meneghel que enviaram correspondências na década de 1980 descobriram recentemente que suas mensagens tiveram um destino comercial e beneficente. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, conhecido como Boni, revelou que toneladas de cartas recebidas pela famosa “Rainha dos Baixinhos” foram vendidas.
A logística por trás do fenômeno infantil
Durante o auge do programa diário na Rede Globo, o volume de correspondências enviadas pelo público infantil era gigantesco. Para lidar com o montante de mimos e recados, a emissora precisou alugar uma estrutura monumental, contando com um grande depósito, empilhadeiras, prateleiras e uma equipe dedicada de doze funcionários apenas para gerenciar o material.
O dilema do descarte e a solução encontrada
No encerramento do ano de 1987, a alta cúpula da televisão brasileira enfrentou um problema logístico sobre o que fazer com o acervo acumulado. A primeira sugestão da diretoria era destruir todo o papel através da incineração, eliminando o excesso de forma rápida.
No entanto, o ex-diretor vetou a queima e sugeriu uma alternativa lucrativa e socialmente responsável. O conteúdo foi pesado e comercializado como papel para reciclagem, gerando recursos financeiros que foram integralmente revertidos para instituições de caridade selecionadas pela própria artista.
Repercussão entre os antigos fãs
A revelação gerou diversas reações bem-humoradas e nostalgicas nas redes sociais entre os adultos que acompanhavam o programa na infância. Enquanto alguns lamentaram o fato de nunca terem recebido uma resposta oficial, outros elogiaram a iniciativa de transformar as recordações em doações para crianças carentes.

