Os municípios do Alto Tietê intensificaram o alinhamento operacional para enfrentar emergências climáticas severas. Durante encontro promovido pelo CONDEMAT+, a Defesa Civil de Itaquaquecetuba e equipes de cidades vizinhas definiram protocolos de resposta e cooperação técnica para atuar diante de eventos meteorológicos extremos.
Simulado regional de inundação ocorrerá em novembro
Um dos principais encaminhamentos da reunião foi a definição do Simulado Regional de Inundação, marcado para o dia 13 de novembro, às 14h. A iniciativa reunirá profissionais das Defesas Civis de cidades consorciadas e agentes do Corpo de Bombeiros.
A simulação reproduzirá o cenário de uma enchente de grande magnitude e testará a resposta das equipes perante múltiplas ocorrências simultâneas, incluindo:
- Resgate de pessoas ilhadas e atendimento a múltiplas vítimas;
- Casos de solapamento de residências;
- Rompimento de adutora;
- Perigos associados à rede elétrica exposta na água.
O exercício conjunto tem como finalidade mensurar o tempo de resposta, calibrar os fluxos de comunicação institucional e corrigir eventuais falhas nos procedimentos antes do período de chuvas.
Estratégia para o El Niño e apoio mútuo
Outro ponto central dos debates foi o Plano Regional de Contingência para Eventos Climáticos Extremos associados ao El Niño 2026/2027. O planejamento estabelece critérios para monitoramento de risco, emissão precoce de alertas e apoio mútuo caso a estrutura individual de algum município seja sobrecarregada.
O acordo prevê o intercâmbio de dados sobre setores vulneráveis, capacidade de abrigamento de desabrigados e disponibilidade de equipamentos e frotas de cada localidade.
“Desastres não respeitam limites municipais, por isso a resposta também não pode ser isolada. Precisamos trabalhar com protocolos alinhados, comunicação eficiente e conhecimento dos recursos disponíveis em cada cidade”, ressaltou Anderson Marchiori, subsecretário de Defesa Civil de Itaquaquecetuba e coordenador das Defesas Civis pelo CONDEMAT+.
O prefeito Eduardo Boigues reforçou que a articulação intermunicipal é indispensável para resguardar os moradores. O chefe do Executivo destacou que investir no treinamento contínuo e na infraestrutura dos profissionais garante agilidade e responsabilidade quando o suporte emergencial for demandado.
