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Índice de roubos no centro de São Paulo tem recuo de 47% em três anos

A região central de São Paulo registrou o patamar mais baixo de roubos de sua série histórica no acumulado de janeiro a setembro, contabilizando 10.148 ocorrências. O resultado aponta para um declínio de 47,1% em um intervalo de três anos, contrastando com os 19.202 casos verificados no mesmo recorte de 2023. O levantamento também indica 13.836 notificações em 2024 e 11.295 em 2025.

Queda expressiva em diferentes modalidades criminosas

Os roubos de veículos tiveram uma diminuição de 44,2% entre janeiro e setembro, passando de 140 para 78 casos, o que representa a menor marca observada em 26 anos. No mesmo período, a incidência de furtos gerais recuou 9,2%, com as ocorrências diminuindo de 45.955 para 41.684. Quanto aos furtos de veículos, o decréscimo foi de 4,9%, baixando de 2.088 para 1.984 registros — o segundo menor total já mapeado na série histórica.

Os crimes contra a vida também apresentaram retração substancial na área central da capital:

  • Latrocínios: os roubos seguidos de morte caíram pela metade, passando de quatro para dois episódios.
  • Homicídios dolosos: recuaram de 49 para 23 ocorrências, atingindo o patamar mais brando para esses nove meses desde 2001.

Recortando especificamente o mês de setembro, os índices criminais também foram os menores da série histórica no centro: os roubos tiveram baixa de 11,3% (de 1.175 para 1.042), os roubos de veículos mantiveram-se em oito casos e os assassinatos intencionais desceram de oito para três.

Cobertura territorial e posicionamento

O balanço engloba todos os distritos atendidos pela 1ª Delegacia Seccional de Polícia da capital, que abrange bairros tradicionais como Sé, Bom Retiro, Campos Elíseos, Consolação, Aclimação, Cambuci, Brás, Pari e Santa Cecília.

“O centro precisa ser um espaço de convivência, circulação e oportunidades para todos. Trabalhamos para que moradores, comerciantes, trabalhadores e visitantes se sintam mais seguros para exercer suas atividades e aproveitar a região. A queda dos crimes mostra a importância de manter o policiamento direcionado às necessidades de cada área”, ressalta a comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli.

Ações táticas e patrulhamento direcionado

Entre as estratégias em andamento, o Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO), da Polícia Militar, atua no enfrentamento a assaltos cometidos com motocicletas e à prática do quebra-vidro. O método adota duplas de policiais em motocicletas para garantir deslocamento rápido. Em apenas um mês de atuação na capital, entre 22 de setembro e 22 de outubro, foram realizadas 21 operações que levaram à prisão de 77 suspeitos, incluindo 21 foragidos da Justiça. O reforço operacional também recebeu apoio da nova sede do 7º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Resultados da Operação Speed Bike

Paralelamente, os trabalhos investigativos da 1ª Delegacia Seccional contam com ações específicas, a exemplo da Operação Speed Bike. O foco é desarticular roubos e furtos de celulares na região da Avenida Paulista, mirando indivíduos disfarçados de entregadores em bicicletas para se aproximar das vítimas e transportar os produtos subtraídos.

Em vigor desde janeiro de 2023, a iniciativa já alcançou os seguintes resultados:

  • 154 pessoas presas;
  • 31 adolescentes apreendidos;
  • 825 bicicletas retidas;
  • 160 aparelhos de telefone celular recuperados e devolvidos.

No cômputo geral dos primeiros nove meses do ano, a articulação entre as polícias Civil e Militar culminou na prisão de 4.694 pessoas — sendo 875 procuradas pela Justiça —, além da apreensão de 124 armas e 1,1 tonelada de substâncias entorpecentes no centro paulistano.

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