LarFutebolJustiça condena três torcedores do Santos a mais de 21 anos de...

Justiça condena três torcedores do Santos a mais de 21 anos de prisão por morte de palmeirense

Em julgamento realizado nesta terça-feira (27/10), a Justiça de São Paulo sentenciou os torcedores santistas Guilherme Souza dos Santos, Odilander Leonardo dos Santos e Rodrigo Germano dos Santos a 21 anos e 4 meses de reclusão cada. As penas foram aplicadas pelo homicídio consumado de Cláudio Fernando de Morais e pela tentativa de homicídio contra outro torcedor do Palmeiras.

Emboscada após clássico na capital

O episódio violento ocorreu no dia 26 de abril de 2015, nos arredores da estação Jardim Romano da CPTM, localizada no bairro Itaim Paulista, zona leste paulistana. Naquela data, Palmeiras e Santos disputavam o primeiro confronto da final do Campeonato Paulista no Allianz Parque, situado em Perdizes, partida encerrada com o placar de 1 a 0 para a equipe alviverde.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), os acusados integravam a Torcida Jovem do Santos e organizaram uma tocaia nas imediações da linha férrea. Ao avistarem os dois torcedores rivais, o grupo desferiu uma série de agressões físicas com socos, chutes e barras de ferro. Um dos palmeirenses não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu, ao passo que a segunda vítima conseguiu escapar com vida.

Qualificadoras e andamento judicial

O Tribunal do Júri acolheu integralmente a tese da promotoria, considerando que os crimes envolveram meio cruel, motivo fútil e utilização de emboscada, circunstância que dificultou totalmente as chances de defesa das vítimas.

Com este julgamento, sobe para cinco o número de participantes penalizados pela ação violenta, já que outros dois homens haviam sido condenados em 2025 pelo mesmo caso.

Manifestação da defesa

O advogado responsável pela defesa dos três réus, Mário Badures, manifestou discordância com o veredito e informou a interposição de recurso judicial.

O defensor afirmou que o processo está repleto de nulidades evidentes e baseia-se em imputações genéricas, sem a devida individualização de condutas ou identificação segura por parte da vítima sobrevivente e de testemunhas. Ele sustentou que o conjunto de provas é frágil e que a atuação do trio não se confunde com os golpes desferidos pelo autor do ataque fatal.

A defesa concluiu dizendo esperar que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e os tribunais superiores revisem a decisão para reparar o que qualificou como erro judiciário.

ARTIGOS RELACIONADOS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

MAIS LIDAS

COMENTÁRIOS RECENTES