O primeiro turno das eleições de 2026 resultou na vitória direta de cinco chefes de Executivo estadual que contavam com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Todos os nomes vitoriosos garantiram suas reeleições em estados da Região Nordeste, histórico reduto do eleitorado petista. Além dos eleitos, outros quatro aliados avançaram para a votação de segundo turno, agendada para 25 de outubro.
Reeleitos no Nordeste em primeiro turno
Nas urnas nordestinas, os cinco mandatários apoiados pela presidência consolidaram a permanência em seus cargos com ampla margem:
- Piauí: Rafael Fonteles (PT) superou os 70% dos votos válidos;
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) atingiu mais de 64% da preferência;
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) conquistou mais de 59% dos votos;
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito com mais de 55%;
- Ceará: Elmano de Freitas (PT) venceu com mais de 52% dos votos apurados.
Disputas que seguem para o segundo turno
Quatro nomes do bloco governista continuam no páreo estadual e manterão palanques ativos até o final de outubro:
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) terminou em primeiro lugar e enfrentará Professora Maria do Carmo (PL);
- Distrito Federal: Leandro Grass (PT) ficou em segundo e disputa contra a atual governadora Celina Leão (PP);
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) avançou em segundo lugar para enfrentar Douglas Ruas (PL);
- Rio Grande do Norte: Cadu Xavier (PT) disputa o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil).
Balanço das candidaturas próprias do PT
O Partido dos Trabalhadores oficializou 12 postulantes próprios aos governos estaduais no pleito de 2026:
- Bahia: Jerônimo Rodrigues — reeleito;
- Ceará: Elmano de Freitas — reeleito;
- Distrito Federal: Leandro Grass — 2º lugar (disputa o 2º turno);
- Espírito Santo: Helder Salomão — 3º lugar;
- Goiás: Luiz Cesar Bueno — 3º lugar;
- Maranhão: Felipe Camarão — 3º lugar;
- Minas Gerais: Patrus Ananias — 2º lugar (eleição liquidada no 1º turno);
- Mato Grosso do Sul: Fábio Trad — 2º lugar (definido em 1º turno);
- Piauí: Rafael Fonteles — reeleito;
- Rio Grande do Norte: Cadu Xavier — 2º lugar (disputa o 2º turno);
- Rondônia: Expedito Netto — 4º lugar;
- São Paulo: Fernando Haddad — 2º lugar (definido no 1º turno).
Desempenho dos nomes de legendas aliadas
Lula estruturou palanques em todas as 27 Unidades da Federação por meio de acordos partidários. Veja o desempenho dos nomes apoiados de partidos parceiros:
- Acre: Thor Dantas (PSB) — 4º lugar;
- Alagoas: Renan Filho (MDB) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) — 1º lugar (disputa o 2º turno);
- Amapá: Clécio Luís (União Brasil) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Mato Grosso: Dra. Natasha (PSD) — 3º lugar;
- Pará: Hana Ghassan (MDB) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) — reeleito;
- Pernambuco: João Campos (PSB) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Paraná: Requião Filho (PDT) — 3º lugar;
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) — 2º lugar (disputa o 2º turno);
- Roraima: Rosi Aires (PSol) — 3º lugar;
- Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Santa Catarina: Gerson Merídio (PSB) — 2º lugar (disputa encerrada no 1º turno);
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) — reeleito;
- Tocantins: Laurez Moreira (PSD) — 3º lugar.
Impacto na corrida eleitoral
Ao todo, 18 candidaturas que contavam com a chancela presidencial não conseguiram prosseguir na corrida estadual. O desempenho nos estados serve como termômetro da musculatura regional do presidente, que agora precisa remodelar sua articulação nos colégios eleitorais onde seus representantes foram superados, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país onde a disputa local já foi concluída.
