O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), formalizou a demissão do ex-investigador da Polícia Civil José Camilo Leonel. Publicada no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (1°/10), a determinação também estabelece a cassação da aposentadoria do agente, condenado judicialmente por torturar um lojista iraniano na capital paulista.
Revisões de pena e trâmite administrativo
Pelo crime, Leonel recebeu inicialmente uma pena de 11 anos e nove meses de prisão. Após revisões processuais que diminuíram o tempo total da sentença, ele cumpre atualmente a pena no regime semiaberto. Anteriormente, em 2017, um ato da administração estadual havia suspendido a pensão do policial, mas a medida acabou revertida pela Justiça em segunda instância naquela época.
Relembre o caso ocorrido nos Jardins
O episódio aconteceu no dia 21 de janeiro de 2016, no bairro dos Jardins, zona oeste de São Paulo. O conflito teve origem em dezembro de 2015, quando a universitária Iolanda Delce dos Santos, de 29 anos, comprou um tapete de R$ 5 mil no estabelecimento do iraniano Navid Saysan.
Semanas depois, a estudante voltou ao local exigindo o dinheiro de volta após se arrepender da aquisição. Para pressionar o comerciante, ela solicitou o apoio do policial civil. No interior da loja, Leonel agrediu Saysan com socos e apontou uma arma de fogo em direção à cabeça do empresário. Na sequência, o agente mobilizou reforços do Grupo de Operações Especiais (GOE), e o comerciante foi retirado do próprio comércio algemado.
A Justiça também condenou Iolanda Delce dos Santos por participação no crime de tortura. A pena inicial da universitária, fixada em seis anos e seis meses de reclusão, foi posteriormente reduzida para um ano e oito meses.
