Recentemente, a professora de língua portuguesa, comunicadora e escritora Cíntia Chagas revelou em suas redes sociais que parou de aplicar esmalte nas mãos devido a uma reação alérgica. Respondendo à dúvida de um seguidor sobre o motivo de não pintar mais as unhas das mãos, a influenciadora explicou que o contato das mãos com o rosto provocava inchaço e irritação cutânea, sobretudo ao redor da região dos olhos, embora ainda mantenha o hábito nos pés.
O que é a dermatite de contato por esmaltes
Para detalhar o funcionamento desse quadro clínico, a dermatologista Andressa Vargas, que atua no Rio Grande do Sul, explicou que a condição se trata de uma dermatite de contato alérgica. O processo ocorre quando o sistema imune desenvolve uma hipersensibilidade a determinados componentes químicos presentes nas formulações cosméticas.
Segundo a médica, as manifestações não ficam restritas apenas às pontas dos dedos e unhas. Como as mãos tocam a face diversas vezes durante o dia, é frequente que os sinais surjam em regiões de pele mais fina e sensível.
Sintomas mais frequentes
As manifestações inflamatórias podem variar em grau de severidade e incluem:
- Coceira e sensação de ardência;
- Vermelhidão e descamação;
- Inchaço nas pálpebras, face, pescoço ou ao redor dos lábios;
- Formação de pequenas bolhas em quadros mais intensos;
- Alterações na estrutura ungueal, como descolamento da lâmina, deformações e inflamações periungueais.
Substâncias que desencadeiam a reação
A dermatologista aponta que diferentes compostos podem atuar como alérgenos. Entre os principais agentes associados ao problema estão a resina de toluenossulfonamida-formaldeído, além de acrilatos e metacrilatos — substâncias muito comuns em esmaltes em gel, técnicas de alongamento e unhas postiças.
A especialista destaca que nem todo paciente reage ao mesmo composto, o que torna fundamental descobrir o elemento exato causador do problema antes de adotar alternativas de uso diário.
Diagnóstico, tratamento e cuidados contínuos
Ao notar sintomas recorrentes ou intensos após a esmaltação, a orientação é interromper imediatamente o uso dos cosméticos suspeitos e buscar avaliação médica especializada. O diagnóstico preciso costuma ser realizado por meio do teste de contato (patch test), que identifica a substância responsável pela alergia.
A partir desse resultado, o paciente deve aprender a reconhecer o nome do alérgeno nos rótulos, pois o composto pode estar presente não apenas nos esmaltes, mas também em outros cosméticos ou materiais, adverte a médica Andressa Vargas.
O manejo das crises inclui o emprego de medicamentos como corticosteroides, além de hidratantes e procedimentos para recuperação da barreira cutânea, variando conforme a gravidade. A especialista reforça que os tratamentos controlam os sintomas inflamatórios, mas não eliminam a sensibilidade adquirida pelo organismo, fazendo com que a suspensão definitiva do contato com o alérgeno seja a principal conduta preventiva.
