A primeira quinzena de setembro de 2026 alcançou marcas históricas em Santo André. Entre os dias 1º e 14, o município contabilizou um acumulado médio de 240 milímetros de precipitação. O número ultrapassa em 112% o índice climatológico previsto para todo o mês, fixado em 113,27 mm, tornando este o setembro com maior volume de chuvas da última década na cidade.
Mobilização das equipes municipais e monitoramento
Diante do excesso de água acumulada e do solo encharcado, a Prefeitura de Santo André determinou estado de atenção contínuo e presença de equipes nas ruas por meio do Departamento de Proteção e Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. O acompanhamento em tempo real envolve dados de pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), avisos meteorológicos do Governo do Estado, além da checagem constante da capacidade de córregos, rios e piscinões.
A intensidade atípica das precipitações está ligada ao avanço de eventos climáticos extremos influenciados pelo aquecimento atmosférico e pelo fenômeno El Niño, que concentram temporais severos em períodos reduzidos.
Estamos enfrentando um cenário de chuvas muito acima do que normalmente é registrado para o período, reflexo de um cenário climático cada vez mais desafiador. Por isso, determinei que a Defesa Civil e as secretarias municipais permaneçam mobilizadas e em monitoramento permanente, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Nosso foco é agir de forma preventiva, com rapidez e integração, para proteger a população. Também reforçamos a importância da participação dos moradores, que devem ficar atentos aos sinais de risco e acionar imediatamente a Defesa Civil diante de qualquer situação de perigo. Neste momento, a prioridade absoluta da Prefeitura é preservar vidas
Regiões com maiores acumulados pluviométricos
Diversos pontos da cidade apresentaram índices muito superiores à média geral. O maior registro acumulado ocorreu no Jardim Santo André, com 316,2 mm, seguido por Paranapiacaba, na Macrozona de Proteção Ambiental, que marcou 279,1 mm. Entre a quinta-feira (10) e a segunda-feira (14), o índice médio municipal atingiu cerca de 106 mm. No sábado (12), foram constatados picos expressivos na Macrozona Urbana, como 87,1 mm na Vila Príncipe de Gales e 79,2 mm no Recreio da Borda do Campo em um intervalo de 24 horas.
A medição de 96 horas do Cemaden também apontou acumulados críticos em outros bairros:
- Vila Príncipe de Gales: mais de 186 mm
- Recreio da Borda do Campo: 174,38 mm
- Parque Andreense: 168,57 mm
- Paranapiacaba: 162,81 mm
- Vila Bastos: 155,56 mm
O mapeamento hidrológico municipal reforça a necessidade de vigilância redobrada também nas imediações do Jardim Bela Vista.
Nossas equipes e das outras secretarias parceiras estão preparadas e mobilizadas em campo para agir diante de qualquer ocorrência. No entanto, em momentos de solo saturado e acumulados tão expressivos, a parceria do cidadão é fundamental. Pedimos que a população fique atenta aos sinais de risco informados pela Defesa Civil e não hesite em acionar nossos canais de emergência ao primeiro sinal de perigo
Orientações para moradores de áreas de encosta
Com a previsão de continuidade do tempo instável, a Defesa Civil alerta para o aumento do risco de movimentações de massa, deslizamentos, erosões e alagamentos decorrentes da saturação do solo. Moradores próximos a encostas e barrancos devem observar os seguintes indicativos:
- Aparecimento de trincas, fendas ou rachaduras em paredes, pisos e muros;
- Inclinação fora do padrão em árvores, postes, mourões e cercas;
- Estalos em estruturas de alvenaria e madeira;
- Afundamento do terreno ou surgimento de vertentes de água barrenta na base de taludes.
Caso qualquer uma dessas alterações seja identificada, a orientação é desocupar o imóvel imediatamente e acionar o atendimento de emergência pelo telefone 199 (Defesa Civil) ou pelo 193 (Corpo de Bombeiros).
