LarBRASILBanco de Brasília alega ser vítima de fraudes do Master

Banco de Brasília alega ser vítima de fraudes do Master

O Banco de Brasília (BRB) declarou publicamente que a revogação do sigilo nas apurações sobre os esquemas ilícitos ligados ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, funciona como um mecanismo essencial para esclarecer os fatos ocorridos na instituição. Por meio de um comunicado oficial emitido em um domingo, a diretoria do banco público sustentou que a empresa atuou como vítima de ações criminosas.

Afastamento de antigos gestores e auditoria independente

Como resposta direta às irregularidades apontadas nas investigações, a gestão atual promoveu uma reformulação total em sua diretoria executiva. Além disso, foram implementadas estratégias rigorosas para elevar o nível de governança e reforçar os controles internos. Entre as iniciativas adotadas, destaca-se a contratação do escritório de advocacia Machado e Meyer, que contou com o suporte técnico da empresa Kroll para a execução de uma auditoria forense independente.

Encaminhamento de provas aos órgãos de controle

Os resultados obtidos através da auditoria interna foram repassados integralmente aos órgãos fiscalizadores e reguladores competentes, englobando a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Poder Judiciário. A instituição financeira destacou que as informações fornecidas foram fundamentais para embasar as conclusões da Polícia Federal no inquérito vigente, resultando na criação de uma nova linha de apuração focada em gestão fraudulenta cometida pela administração anterior.

Diante do cenário de investigações em andamento, o banco ressaltou que segue colaborando ativamente com as autoridades e prefere não emitir opiniões sobre indivíduos ou casos específicos para preservar o andamento dos processos. A prioridade declarada é garantir o ressarcimento de danos patrimoniais e continuar aprimorando os mecanismos de fiscalização interna.

A investigação ganhou grande repercussão após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal em novembro de 2025, cujo objetivo principal foi examinar a aquisição de carteiras de crédito do Master avaliadas em R$ 12 bilhões que apresentavam indícios de falsidade.

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