LarBRASILPOLÍTICAEx-ministros do STF cobram investigação rigorosa de Fachin

Ex-ministros do STF cobram investigação rigorosa de Fachin

Um grupo composto por 13 ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal protocolou uma carta nesta segunda-feira exigindo que a presidência da Corte conduza uma apuração rigorosa sobre o desgaste institucional recente, considerado por eles o episódio mais crítico da história do tribunal.

Contexto da carta e assinaturas ilustres No documento enviado a Edson Fachin, os ex-magistrados expressam total confiança na atuação da presidência e solicitam a convocação urgente de uma sessão pública no plenário. O objetivo é garantir o devido processo legal para esclarecer denúncias que afetam a credibilidade do judiciário e a estabilidade democrática.

A lista de assinaturas reúne nomes de peso que já comandaram ou integraram o tribunal, como Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Nelson Jobim, Ellen Gracie e Carlos Velloso, entre outros ex-integrantes históricos.

Origem das investigações e caso Master O estopim para a turbulência ocorreu quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de trechos das apurações da Polícia Federal vinculadas ao chamado caso Master. Nos arquivos, constam diálogos entre o magistrado Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-chefe da instituição financeira investigada.

Em uma das conversas datada de novembro de 2025, dias antes de sua detenção inicial, Vorcaro manifesta lealdade e afirma ter uma dívida de gratidão perante Moraes, estendendo o agradecimento aos familiares e colaboradores do ministro.

Choque entre magistrados e novos desdobramentos Como resposta à quebra de sigilo determinada por Mendonça, Moraes acionou o presidente do tribunal para que o colega fosse investigado no âmbito do Inquérito das Fake News, apontando possíveis crimes de responsabilidade e abuso de poder.

A tensão ganhou novos contornos quando o próprio André Mendonça admitiu ter mantido um encontro de duas horas com Vorcaro em março de 2025, na capital paulista, elevando ainda mais a pressão sobre os bastidores da mais alta instância da justiça brasileira.

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