LarBRASILAlckmin cobra investigação sobre Tarcísio e Banco Master

Alckmin cobra investigação sobre Tarcísio e Banco Master

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu uma investigação aprofundada sobre a suposta ligação entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o escândalo envolvendo o Banco Master. Para o político, embora doações de campanha por pessoas físicas sejam permitidas por lei, a troca desses repasses por favores governamentais é inaceitável.

Delação aponta propina em campanhas de 2022

As declarações surgem após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmar, em proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 para as campanhas de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) configuravam pagamento de propina. Do montante total, R$ 2 milhões foram destinados ao governador paulista e R$ 3 milhões ao ex-presidente, em negociação que teria sido mediada por Gilberto Kassab, presidente do PSD. O maior doador dos políticos naquele ano foi Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da Operação Compliance Zero.

Crise no STF e independência policial

Durante a entrevista, o vice-presidente classificou como muito triste a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao envolvimento de ministros com a instituição financeira. Alckmin enfatizou que a população exige transparência, ressaltando que ninguém está acima da lei e que cargos elevados exigem maior responsabilidade.

Além disso, o político elogiou a autonomia garantida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos órgãos de fiscalização. Segundo ele, a Polícia Federal e o Ministério Público atuam com total liberdade, sem interferências políticas ou trocas de diretoria motivadas por investigações — cenário que, segundo ele, diferia da gestão anterior de Jair Bolsonaro.

Críticas à gestão paulista e atos de 7 de Setembro

No cenário eleitoral estadual, Alckmin avaliou que Fernando Haddad (PT) tem conseguido expor as vulnerabilidades da administração de Tarcísio de Freitas. Ele citou pontos críticos como a situação da Sabesp, o aumento de índices de criminalidade, casos de feminicídio, roubos de celular e falhas na educação pública.

O vice-presidente também reprovou manifestações antidemocráticas previstas para o feriado de 7 de Setembro na avenida Paulista, organizadas por Flávio Bolsonaro (PL) e aliados. Para Alckmin, embora a campanha política seja legítima, demonstrações de saudosismo a golpes militares no Dia da Pátria são inadmissíveis, evidenciando a divisão entre aqueles que respeitam a democracia e os que não a valorizam.

Cenário nas pesquisas eleitorais

O panorama político é complementado pelos dados do Instituto Datafolha divulgados recentemente. No primeiro turno, o presidente Lula lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 33%.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois principais nomes, Lula registra 46% das preferências contra 44% de Flávio Bolsonaro, demonstrando um estreitamento na disputa em relação a levantamentos anteriores do mesmo instituto.

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