O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, cumpriu agenda de campanha neste sábado (5/9) com uma carreata em Araçatuba, cidade localizada no interior de São Paulo. Na ocasião, o presidenciável aproveitou a oportunidade para intensificar suas críticas ao atual cenário de polarização política no país, envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
A proposta da carreata da pacificação
Batizado pelos organizadores de “carreata da pacificação”, o evento teve como principal tônica a defesa de uma campanha baseada em debates propositivos, distanciando-se de agressões verbais ou ofensas pessoais entre os concorrentes ao Palácio do Planalto.
Segundo o postulante ao cargo máximo do Executivo federal, a sociedade brasileira já se encontra esgotada com os embates ideológicos extremos. O foco, conforme sua visão, precisa retornar obrigatoriamente para a formulação e apresentação de projetos concretos para o desenvolvimento da nação.
Críticas às principais lideranças e foco na união
Em registros divulgados em suas redes sociais durante o ato político, Cury reforçou que sua eventual gestão não será direcionada a atender demandas de fatias restritas da população, rechaçando o protagonismo político centrado em dinastias tradicionais.
O candidato declarou abertamente que o país não deve ficar sob o comando de grupos específicos, mencionando diretamente as famílias Bolsonaro e Lula da Silva. Para ele, o território nacional pertence exclusivamente aos cidadãos comuns e não a clãs políticos.
Agenda no interior e diálogo com a diversidade religiosa
Além da carreata pelas vias de Araçatuba, a passagem de Augusto Cury pela cidade paulista englobou apoio a aliados locais, marcando presença no lançamento oficial da campanha de Cido Saraiva (Avante) na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados. A programação do sábado ainda contemplou uma caminhada comercial pelo Camelódromo Luiz Carlos Rister e pelas tradicionais ruas Marechal Deodoro e Princesa Isabel, situadas no centro do município.
Durante os discursos proferidos aos eleitores presentes na mobilização, o político fez questão de enfatizar que sua mensagem de união e paz abrange os mais diversos matizes da sociedade, incluindo expressamente cidadãos de crenças variadas e também aqueles que não seguem nenhuma religião.
O presidenciável agradeceu publicamente o apoio de adeptos do budismo, do islamismo, seguidores de outras confissões de fé e estendeu um cumprimento direcionado especificamente aos ateus, reforçando que o momento exige esforço conjunto para pacificar o Brasil.
