Teve início nesta segunda-feira (5/10) e prossegue para o seu segundo dia o julgamento de dez integrantes da torcida do Corinthians, processados por homicídio qualificado pela morte de dois rivais palmeirenses. O episódio de violência, ocorrido na zona norte da capital paulista, ficou marcado como a Batalha da Inajar.
Entenda o caso e as vítimas
O violento confronto ocorreu em 25 de março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, reunindo cerca de 300 pessoas em uma briga previamente combinada. Durante o tumulto, os integrantes da torcida organizada Mancha Alvi Verde André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos, foram assassinados.
A motivação do entrevero remonta a agosto de 2011, quando o corpo de um corintiano de 27 anos foi localizado boiando no Rio Tietê. Atribuindo o crime a membros da torcida alviverde, torcedores corintianos organizaram a emboscada na Inajar de Souza como forma de represália. Além do grupo corintiano, 13 palmeirenses também responderam judicialmente pelo confronto.
Andamento do Tribunal do Júri
Conforme informações prestadas pela Justiça, o processo conta com a participação de 52 pessoas. As sessões podem se estender até sexta-feira (9/10), embora haja possibilidade de conclusão antes do prazo previsto.
Relação dos réus
- Antonio Alan Souza Silva, de 48 anos (ex-presidente da Gaviões da Fiel);
- Mario Batista, de 46 anos;
- Reinaldo Gilberto Alves, de 48 anos;
- Carlos Roberto de Britto Junior, de 43 anos;
- Rodrigo Reinaldet Daher, de 48 anos;
- Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca;
- Marcelo Eduardo Rodrigues Sales, de 46 anos;
- Wagner da Costa, de 43 anos;
- Mario José Carneiro Pieroni, de 38 anos.
