As campanhas de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, candidatas ao Senado pelo PL no Distrito Federal, estão estruturando uma ação conjunta de fiscalização para o próximo domingo (4/10). O objetivo é registrar as informações de mais de 6,5 mil seções eleitorais da capital do país assim que o processo de votação for concluído.
Como funcionará a coleta de dados
A estratégia delineada pela legenda prevê que colaboradores e militantes atuem de maneira descentralizada nas seções do Distrito Federal. Eles terão a missão de capturar imagens dos QR Codes impressos nos boletins de urna (BUs) afixados nos locais de votação.
Os arquivos fotográficos serão enviados a um sistema próprio do PL. Com essa base de registros em mãos, a equipe das candidatas pretende fazer uma checagem cruzada das informações locais com o total divulgado oficialmente pela Justiça Eleitoral.
Para orientar a atuação dos voluntários, a assessoria de Bia Kicis finaliza entre segunda (28) e terça-feira (29) um guia prático com instruções passo a passo.
Regras do TSE e o papel do Boletim de Urna
Emitido pela urna eletrônica logo após o encerramento do pleito, o boletim de urna apresenta dados detalhados como votos nominais, votos em legenda, brancos, nulos e o total de comparecimento da respectiva seção.
Conforme as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecidas para as Eleições 2026:
- Uma cópia impressa do BU precisa ser obrigatoriamente afixada em local público e visível na seção eleitoral;
- Fiscais credenciados de partidos, federações e coligações têm o direito de solicitar uma via física emitida pela máquina no término da votação;
- O QR Code permite a validação rápida da autenticidade do documento impresso em comparação com a base digital da Justiça Eleitoral, procedimento que também pode ser realizado por meio do aplicativo oficial Boletim na Mão.
Com essa mobilização, o partido busca cobrir toda a extensão do DF para assegurar o arquivamento próprio dos resultados das urnas imediatamente após o fechamento dos locais de votação.
