Tensão diplomática no plenário da ONU
Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, o embaixador israelense Danny Danon abordou diretamente um integrante da delegação do Irã exibindo um terminal de internet via satélite Starlink. A gravação do momento foi compartilhada pelo próprio representante de Israel na plataforma X.
Ao confrontar o diplomata persa, Danon teceu críticas à administração de Teerã e mencionou o recente discurso do primeiro-ministro israelense. O representante iraniano optou por desviar o olhar e permaneceu em silêncio durante toda a abordagem.
“Achei que seria apropriado te dar um Starlink. Se você ouviu o premiê [Benjamin Netanyahu], seria bem útil para vocês para permitir liberdade ao povo iraniano após o que vocês fizeram com eles. Você quer pegar e levar de volta para Teerã? Pode ser bem útil para vocês no Irã. Amamos o povo iranianos e rezamos por mudança de regime no Irã. Isso ocorrerá um dia”, declarou Danon na gravação.
Discurso de Benjamin Netanyahu e protestos
O episódio aconteceu no contexto do pronunciamento do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na quinta-feira (24/9). A fala do premiê provocou a retirada em massa de representantes de dezenas de nações do plenário, incluindo a delegação do Brasil, em protesto contra as operações das forças armadas israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Em seu discurso, Netanyahu também exibiu um equipamento Starlink para criticar os bloqueios de rede promovidos pelas autoridades iranianas. O primeiro-ministro classificou o Irã como um “perigo para o mundo”, agradeceu a Donald Trump pelo auxílio na guerra e justificou os confrontos contra o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano, alegando a necessidade de defender o Estado judeu e rebatendo acusações internacionais de genocídio.
Declarações do governo do Irã
Na quarta-feira (23/9), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursou na tribuna da ONU. Ele rebateu acusações atribuídas a Donald Trump e sustentou que a nação persa é uma “vítima de terrorismo”.
O governo de Teerã é alvo recorrente de denúncias internacionais devido à sua articulação e fornecimento de apoio a grupos armados no Oriente Médio, como o Hamas, o Hezbollah e os Houthis, que atuam no Iêmen.
