LarMUNDOEUROPAAtaque com drones russos atinge ferrovia perto da Polônia após passagem de...

Ataque com drones russos atinge ferrovia perto da Polônia após passagem de autoridades ocidentais

Uma investida aérea com drones conduzida pela Rússia atingiu a estação ferroviária de Yahodyn, localizada no oeste da Ucrânia e a cerca de dois quilômetros da fronteira com a Polônia, no último domingo. O bombardeio ocorreu no momento em que figuras proeminentes do cenário internacional, como os ex-primeiros-ministros Boris Johnson (Reino Unido) e Carl Bildt (Suécia), além do ex-diretor da CIA David Petraeus, retornavam ao território polonês em diferentes composições civis e diplomáticas.

Relatos de tensão durante o desembarque

As autoridades haviam viajado ao país para participar da conferência de segurança Estratégia Europeia de Yalta (YES). O ex-chefe da inteligência norte-americana, David Petraeus, relatou ao jornal The New York Times que o trem convencional em que viajava precisou ser evacuado às pressas após a emissão de um alerta aéreo.

Para quem nunca esteve sob fogo inimigo, aquilo foi aterrorizante. Este é o ato de um líder verdadeiramente bárbaro, tentando aterrorizar civis ucranianos. Não houve justificativa militar para o que a Rússia fez neste caso.

Pelo menos um drone de propulsão a jato atingiu a locomotiva de uma composição que estava parada nas proximidades. O ex-premiê sueco Carl Bildt afirmou à BBC que os passageiros do seu vagão receberam orientações para se prepararem para uma evacuação de emergência antes de receberem o aval para seguir até o terminal polonês de Dorohusk.

Divergência sobre os alvos da ofensiva

A estatal ferroviária ucraniana, Ukrainian Railways, apontou como muito provável a hipótese de que o alvo pretendido pelas forças russas fosse a comitiva diplomática que transportava Boris Johnson e outros representantes internacionais. O comboio do britânico cruzou a fronteira em direção à Polônia poucos minutos antes do impacto, beneficiado por um ajuste operacional no cronograma de partida.

Em publicação nas redes sociais, Johnson criticou a agressão, classificando-a como uma ação insensata e rotineira contra civis ucranianos e instalações ferroviárias. Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Rússia, em nota divulgada pela agência TASS, justificou que a operação mirava estruturas de transporte ferroviário no oeste ucraniano destinadas ao translado de suprimentos militares europeus.

Resposta diplomática e mobilização internacional

O episódio gerou forte repúdio entre líderes ocidentais, que interpretaram o bombardeio como uma demonstração deliberada de força:

  • Andrii Sybiha: O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que as investidas marcam o avanço do conflito às portas da União Europeia e da Otan, renovando os pedidos por sanções mais severas contra Moscou.
  • Donald Tusk: O primeiro-ministro da Polônia convocou uma reunião governamental extraordinária diante da proximidade dos ataques à fronteira leste da aliança militar.
  • Kaja Kallas: A chefe da diplomacia da União Europeia destacou que a ofensiva representa uma tentativa explícita de intimidar o apoio de parceiros internacionais à Ucrânia.
  • Mark Rutte: O secretário-geral da Otan declarou que o episódio reflete o desespero russo e assegurou que o suporte do Ocidente a Kiev será ampliado.
ARTIGOS RELACIONADOS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

MAIS LIDAS

COMENTÁRIOS RECENTES