A administração municipal de Poá realizou um encontro estratégico no Paço Municipal, no último dia 02, com o objetivo de estreitar os laços com a Delegacia de Investigação de Infrações e Crimes contra o Meio Ambiente (DICMA) Regional de Mogi das Cruzes. A meta da iniciativa é intensificar o cerco contra invasões ilegais, loteamentos clandestinos e infrações contra os recursos naturais do município.
Ações conjuntas e preservação dos mananciais
A força-tarefa visa estruturar um planejamento integrado para monitorar e resguardar pontos críticos da cidade, com atenção redobrada para as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e mananciais. A secretária de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Claudete Canada, lembrou que a corporação policial já atua em conjunto com o Grupo de Fiscalização Integrada (GFI) estadual, com foco na bacia do rio Guaió.
“A DICMA é um braço conosco para ajudar na gestão, principalmente na preservação ambiental. Precisamos trabalhar para travar a ocupação irregular, especialmente em áreas de APP, além de combater o desmatamento”, ressaltou Claudete Canada.
O titular da pasta de Governo, Saul Souza, reforçou a determinação do Executivo em manter o equilíbrio entre expansão urbana e sustentabilidade:
“O município precisa crescer com sustentabilidade e não há condições de aceitar invasões ou a degradação de áreas ambientais importantes da cidade. Contar com a DICMA e seus representantes nos ajuda a combater esse problema”, afirmou Saul Souza.
Estratégia habitacional e cumprimento da lei
Durante a reunião, o delegado da DICMA, Jean Cerri Casso, pontuou que o alinhamento institucional é indispensável para conter a degradação urbana e salvaguardar a qualidade de vida local.
“A importância é que façamos ações conjuntas, todos imbuídos em combater o parcelamento irregular do solo e as intervenções em áreas de APP. A partir de um planejamento estratégico conjunto, podemos chegar ao objetivo de preservar o meio ambiente”, frisou a autoridade policial.
Por fim, o secretário de Habitação, Marcos Dias, esclareceu como o setor pretende lidar com o avanço sobre áreas sensíveis, destacando a diretriz de conter novas ocupações enquanto regulariza assentamentos viáveis perante a legislação:
“A orientação do Estado é impedir novas invasões no município, enquanto buscamos regularizar aquilo que estiver dentro da lei. Precisamos, principalmente, evitar invasões em áreas ambientais, que são um grande problema para o município”, concluiu Marcos Dias.
