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Greve da Caixa continua após rejeição de acordo em assembleia

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram continuar com a paralisação nacional por tempo indeterminado após recusarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela instituição financeira.

Resultado da votação e impasse no ACT

A decisão foi tomada durante uma assembleia virtual realizada nesta sexta-feira (11/8), onde 66,80% dos votantes rejeitaram os termos oferecidos pelo banco público. A greve havia tido início na última quinta-feira (10/9).

Representantes sindicais apontam que o principal motivo para o descontentamento da categoria é o impasse em torno do Saúde Caixa, considerado o ponto mais crítico de toda a campanha salarial. Antes da votação, a direção da instituição havia sinalizado que a oferta era válida somente até sexta-feira (11/9), alertando que a recriação do acordo levaria o caso para a judicialização por meio de dissídio coletivo.

O que previa a proposta rejeitada

O documento recusado pelos trabalhadores continha diversos pontos de reajuste financeiro e mudanças operacionais, com destaque para:

  • Prêmio de R$ 3 mil por funcionário referente ao IEO de junho de 2026;
  • Quitação de salários atualizados, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Super Caixa e o prêmio em dinheiro prevista para o dia 18 de setembro;
  • Aumento na participação da Caixa no custeio do plano de saúde, passando de 6,5% para 8%;
  • Antecipação de parcelas da 13ª mensalidade dos anos de 2028, 2029 e 2030 para abater o déficit do plano;
  • Repasses referentes ao PAMS com início em 2027;
  • Investimento de R$ 236 milhões em programas preventivos de saúde a partir de janeiro de 2027;
  • Criação de comitês de trabalho para debater a eficiência administrativa e repasse de lucros para o plano médico.

Mudanças nas regras do Saúde Caixa

A proposta também trazia alterações específicas nas condições do plano de saúde, válidas até o prazo final de 11 de setembro. Entre as medidas constavam a elevação de R$ 75 para R$ 150 no valor de consultas em pronto-socorro fora do teto, isenção de coparticipação em consultas por telemedicina e um prazo de 90 dias para a entrada de novos titulares.

O pacote ainda estabelecia o teto anual de coparticipação familiar elevado de R$ 3.600 para R$ 4.800, obrigatoriedade de recadastramento anual, limite familiar de 9%, exclusão de dependentes indiretos do teto, piso de R$ 50 por beneficiário e a manutenção de 13 mensalidades. Com a rejeição, a paralisação segue mobilizando os bancários em várias regiões.

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