O processo de contratação de um novo crédito de aproximadamente R$ 7 bilhões pelos Correios deve ser finalizado na próxima semana. A operação financeira integra as ações de reestruturação da empresa pública, que enfrenta um cenário de sucessivos resultados negativos em suas contas.
Condições da operação financeira
A captação está sendo organizada por um grupo composto por quatro instituições financeiras privadas: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. Para que o acordo seja concretizado, é necessário o aval do Tesouro Nacional, que funcionará como fiador da dívida.
As projeções indicam que o financiamento terá prazo total de até 15 anos, incluindo três anos de carência. A taxa de juros prevista está atrelada a cerca de 114% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
Impacto dos prejuízos bilionários
O novo crédito busca dar continuidade aos esforços para recompor o fluxo de caixa da companhia. No ano de 2025, a estatal acumulou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, enquanto o primeiro semestre de 2026 registrou um saldo negativo superior a R$ 5,5 bilhões.
Essa nova captação faz parte de um planejamento mais abrangente que estipulava inicialmente até R$ 20 bilhões em empréstimos. No final de 2025, a empresa já havia captado R$ 12 bilhões com aval da União para garantir o pagamento de salários e fornecedores.
Estratégia de recuperação da estatal
Além do endividamento, o projeto de saneamento financeiro contempla cortes de gastos, ampliação na arrecadação e alienação de patrimônio.
Programas de desligamento voluntário e a reavaliação de contratos vigentes também compõem as frentes de atuação adotadas para tentar recuperar a eficiência operacional da companhia postal.
