A empresária Karina Ferreira da Gama, de 46 anos, tornou-se um dos principais alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10/9), ao lado do deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ela é sócia da Go Up Entertainment, produtora encarregada do longa-metragem “Dark Horse”, obra cinematográfica que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atuação empresarial e contratos públicos
Natural de Brasilândia, no interior paulista, Karina também está à frente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). Atualmente, a organização mantém um contrato expressivo avaliado em R$ 157 milhões com a gestão municipal de São Paulo para a implantação de rede wi-fi gratuita nas regiões periféricas da capital.
Investigações anteriores e a Operação Make Up
O envolvimento da empresária nas apurações federais decorre de suspeitas relacionadas ao financiamento do filme sobre o ex-chefe do Executivo, com foco em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.
Meses antes, em junho, Karina já havia sido alvo de diligências conduzidas pela Polícia Civil paulista. Naquela ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência dela, bem como nas sedes de sua ONG e da produtora audiovisual.
Detalhes da nova fase das investigações
Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, a ação desta quinta-feira mobilizou dezenas de mandados de busca e apreensão cumpridos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, além do Distrito Federal. Informações de bastidores apontam que o aparelho celular do parlamentar investigado foi recolhido pelos agentes.
A corporação apura a formação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar verbas públicas repassadas a organizações da sociedade civil para empresas subcontratadas de forma irregular, sem a devida comprovação dos serviços prestados.
Relatórios financeiros apontam movimentações vultosas, na faixa de centenas de milhões de reais, entre companhias ligadas ao esquema. Os investigadores também identificaram indícios de que tentativas para ocultar os repasses ilícitos persistiram até julho, além de apurarem aportes financeiros feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para viabilizar a produção cinematográfica.
